Crédito do Plano Safra 2026/27 tem início forte, mas acesso é restrito
BNDES libera R$ 7,1 bilhões, mas juros altos e aumento de recuperações judiciais tornam a concessão de crédito mais seletiva para produtores rurais.
Pontos principais
- O BNDES aprovou R$ 7,1 bilhões em financiamentos rurais logo no início da temporada 2026/27.
- A taxa Selic em 14% ao ano encarece o crédito e eleva o rigor das instituições financeiras na análise de risco.
- O número de recuperações judiciais no setor rural subiu 66% nos últimos 12 meses.
- Investimentos em máquinas e tecnologia representam a maior parte dos recursos liberados até agora.
- Cooperativas de crédito ganham protagonismo como alternativa de financiamento para o setor.
A temporada 2026/27 do Plano Safra iniciou com uma demanda expressiva por crédito, resultando na aprovação de R$ 7,1 bilhões pelo BNDES. Apesar do volume inicial, o acesso aos recursos enfrenta barreiras significativas. Com a taxa Selic fixada em 14% ao ano, o custo do financiamento subiu, levando os bancos a adotarem critérios mais rigorosos de análise de risco. Esse cenário é agravado pelo aumento de 66% nas recuperações judiciais de produtores rurais nos últimos 12 meses, o que impacta severamente pequenos e médios agricultores. A inadimplência, que apresenta variações regionais, tem sido mais crítica na região Norte. Diante dessa restrição bancária, as cooperativas de crédito têm se consolidado como canais fundamentais de financiamento, aproveitando o relacionamento próximo com os produtores para viabilizar investimentos focados principalmente em máquinas e novas tecnologias para o campo.
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