Volume de stablecoins no Brasil supera bitcoin e ethereum em setembro
Negociações de stablecoins atingiram R$ 22,4 bilhões no país, consolidando a preferência por ativos pareados ao dólar frente às criptomoedas voláteis.
Pontos principais
- O volume de stablecoins no Brasil alcançou R$ 22,4 bilhões em setembro.
- O montante foi dez vezes superior ao do bitcoin e 30 vezes maior que o do ethereum.
- O USDT liderou as movimentações com R$ 16,8 bilhões, seguido pelo USDC com R$ 5,6 bilhões.
- Entidades do setor buscam diretrizes claras para a regulação de stablecoins junto ao governo.
O mercado de ativos digitais no Brasil registrou um movimento expressivo em setembro, com as stablecoins consolidando sua dominância sobre as criptomoedas tradicionais. Dados indicam que o volume negociado desses ativos, que possuem paridade com moedas fiduciárias como o dólar, atingiu R$ 22,4 bilhões. Em comparação, o bitcoin movimentou R$ 2,2 bilhões, enquanto o ethereum registrou R$ 740 milhões no mesmo período.
A disparidade nos volumes reflete uma mudança no perfil dos investidores brasileiros, que buscam maior estabilidade em suas operações. Diante desse cenário, associações do setor e empresas como a Coinbase têm intensificado o diálogo com o governo para definir o enquadramento regulatório desses ativos. O objetivo é evitar a incidência de tributos como o IOF e garantir que as stablecoins permaneçam classificadas sob a categoria de criptoativos, fortalecendo a segurança jurídica para o ecossistema local.
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