Setor de hidrelétricas volta a atrair investimentos no Brasil
Após uma década de estagnação, o setor hidrelétrico brasileiro retoma projetos de expansão para garantir a segurança energética do sistema.
Pontos principais
- Leilão de capacidade contratou 2,5 GW em expansões de usinas da AXIA, Copel e SPIC.
- Estudos apontam potencial de 7,5 GW em novas máquinas e 11 GW em modernizações.
- Usinas reversíveis estão sendo estudadas como alternativa para armazenamento de energia.
- Empresas como a GE Vernova realizam modernizações em grandes usinas como Itaipu e Tucuruí.
O setor de hidrelétricas no Brasil vive um momento de retomada, voltando a atrair investimentos significativos após mais de uma década sem novos projetos de grande escala. A necessidade de garantir a segurança energética e a flexibilidade operacional do sistema elétrico nacional impulsionou a contratação de 2,5 gigawatts em expansões durante o leilão de capacidade realizado em março. O movimento envolve players como AXIA Energia, Copel e SPIC, focados em atender à crescente demanda de pico no final da tarde e início da noite.
Além da expansão, o foco do setor está na modernização e repotenciação de usinas existentes, com potencial estimado em 11 GW. Projetos de usinas reversíveis, que operam como baterias gigantes para o sistema, também estão em análise pelo governo e empresas. A GE Vernova lidera modernizações em ativos estratégicos, incluindo as usinas de São Simão, Tucuruí e a binacional de Itaipu, visando otimizar a eficiência energética do país.
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