Licenciamento ambiental é o maior entrave para o setor elétrico
Diretor da Itaipu aponta que burocracia e judicialização atrasam projetos de energia no Brasil, superando prazos de economias desenvolvidas.
Pontos principais
- O tempo médio entre o planejamento e a operação de obras elétricas no Brasil varia de 48 a 72 meses.
- André Pepitone defende maior coordenação entre União, estados e municípios para agilizar licenciamentos.
- A judicialização de processos é apontada como um fator crítico que retarda a implementação de novos projetos.
- O aumento de fontes eólica e solar exige maior flexibilidade do sistema, reforçando o papel das hidrelétricas.
Durante a Climate Week 2026, o diretor da Itaipu Binacional, André Pepitone, destacou que o licenciamento ambiental e a judicialização representam os principais gargalos para a expansão da infraestrutura elétrica no Brasil. Segundo o executivo, o intervalo entre a intenção de obra e a efetiva entrada de energia na rede nacional leva de 48 a 72 meses, um prazo significativamente superior ao observado em economias mais desenvolvidas. Para mitigar esses atrasos, Pepitone defende uma coordenação federativa mais eficiente entre os entes governamentais.
Além da burocracia, o diretor ressaltou que a transição energética, com a crescente participação de fontes eólica e solar, demanda maior flexibilidade do sistema, função que hidrelétricas como Itaipu desempenham. Pepitone enfatizou que a manutenção da solidez regulatória é fundamental para assegurar a continuidade dos investimentos no setor, garantindo que o país consiga suprir a demanda futura com segurança e eficiência.
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