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Licenciamento ambiental é o maior entrave para o setor elétrico

Diretor da Itaipu aponta que burocracia e judicialização atrasam projetos de energia no Brasil, superando prazos de economias desenvolvidas.

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Foto: Times Brasil
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04/08 às 23:15

Pontos principais

  • O tempo médio entre o planejamento e a operação de obras elétricas no Brasil varia de 48 a 72 meses.
  • André Pepitone defende maior coordenação entre União, estados e municípios para agilizar licenciamentos.
  • A judicialização de processos é apontada como um fator crítico que retarda a implementação de novos projetos.
  • O aumento de fontes eólica e solar exige maior flexibilidade do sistema, reforçando o papel das hidrelétricas.

Durante a Climate Week 2026, o diretor da Itaipu Binacional, André Pepitone, destacou que o licenciamento ambiental e a judicialização representam os principais gargalos para a expansão da infraestrutura elétrica no Brasil. Segundo o executivo, o intervalo entre a intenção de obra e a efetiva entrada de energia na rede nacional leva de 48 a 72 meses, um prazo significativamente superior ao observado em economias mais desenvolvidas. Para mitigar esses atrasos, Pepitone defende uma coordenação federativa mais eficiente entre os entes governamentais.

Além da burocracia, o diretor ressaltou que a transição energética, com a crescente participação de fontes eólica e solar, demanda maior flexibilidade do sistema, função que hidrelétricas como Itaipu desempenham. Pepitone enfatizou que a manutenção da solidez regulatória é fundamental para assegurar a continuidade dos investimentos no setor, garantindo que o país consiga suprir a demanda futura com segurança e eficiência.

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