Aneel discute renovação de concessão da usina Salto Santiago
A Aneel avalia prorrogar o contrato da Engie na usina de Salto Santiago em troca de investimentos, enfrentando resistência de concorrentes.
Pontos principais
- A proposta da Engie inclui a instalação de novas turbinas, elevando a capacidade da usina de 710 MW para 2,13 GW.
- Diretores da Aneel divergem sobre o prazo da renovação, que pode variar entre 5 e 9,3 anos.
- Copel e AXIA contestam a medida e defendem a realização de leilões para garantir maior competitividade no setor.
- O caso serve como precedente para a gestão de 13 GW em concessões hidrelétricas que expiram até 2032.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa a viabilidade de prorrogar a concessão da usina hidrelétrica de Salto Santiago, operada pela Engie, em contrapartida a investimentos na ampliação da planta. A proposta prevê a instalação de novas turbinas para triplicar a capacidade instalada da unidade, passando de 710 MW para 2,13 GW. O debate técnico gira em torno da classificação do projeto como 'aproveitamento ótimo', critério necessário para justificar a renovação antecipada do contrato sem licitação.
A iniciativa enfrenta forte oposição de empresas como Copel e AXIA, que argumentam que o governo deveria priorizar leilões para fomentar a concorrência no mercado. A decisão da agência é acompanhada de perto pelo setor elétrico, pois servirá de parâmetro para o destino de aproximadamente 13 GW em concessões hidrelétricas que vencem até 2032, definindo o modelo de renovação para ativos estratégicos do país.
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