Pesquisa da Unicamp aponta impacto da falta de reconhecimento na saúde mental
Estudo associa a ausência de valorização profissional a patologias organizacionais e questiona a eficácia de novas normas de segurança no trabalho.
Pontos principais
- Pesquisador da Unicamp identifica a contingencialidade e a disjuntividade como patologias que afetam trabalhadores.
- O estudo utiliza a Teoria do Reconhecimento de Axel Honneth e a Psicodinâmica do Trabalho de Christophe Dejours.
- Desde maio de 2026, empresas brasileiras devem incluir riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos.
- Especialista teme que a nova regulamentação foque apenas em proteção institucional em vez de prevenção real.
Uma pesquisa conduzida pelo pesquisador Ricardo Bertoni Pompeu, da Unicamp, revela como a falta de reconhecimento profissional contribui para o adoecimento mental dos trabalhadores. O estudo identifica duas patologias organizacionais principais: a contingencialidade, que reduz o funcionário a um recurso temporário, e a disjuntividade, que ignora a trajetória profissional do indivíduo. A análise fundamenta-se na Teoria do Reconhecimento de Axel Honneth e na Psicodinâmica do Trabalho de Christophe Dejours.
Embora a legislação brasileira tenha passado a exigir, desde maio de 2026, a inclusão de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), o autor expressa ceticismo quanto à medida. Existe o receio de que as companhias priorizem a proteção institucional para evitar sanções legais, negligenciando a implementação de estratégias efetivas de prevenção ao sofrimento psíquico no ambiente corporativo.
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