Meta suspende anúncios que questionam confiabilidade das urnas
Plataforma interrompeu novos impulsionamentos após reportagem identificar anúncios pagos que disseminavam desconfiança sobre o sistema eleitoral.
Pontos principais
- Anúncios pagos questionando a urna eletrônica foram identificados em plataforma aberta.
- A Meta removeu as publicações e suspendeu temporariamente novos impulsionamentos de anúncios sobre temas políticos e eleições no Brasil.
- Levantamentos apontam que candidatos como Cristina Graeml, Esperidião Amin e Fernanda Barth impulsionaram conteúdos sobre o tema.
- O TSE reafirma que o sistema de votação é plenamente auditável e não apresenta evidências de fraude desde 1996.
A Meta suspendeu temporariamente novos impulsionamentos de anúncios sobre temas sociais, eleições ou política no Brasil após a identificação de publicações pagas que questionavam a confiabilidade da urna eletrônica. Os conteúdos, que disseminavam desconfiança sobre o sistema de votação, foram removidos da plataforma após contato da reportagem. Levantamentos do Instituto Democracia em Xeque e da Palver indicam que o volume de mensagens com esse teor aumentou, envolvendo impulsionamentos feitos por candidatos como Cristina Graeml, Esperidião Amin e Fernanda Barth.
A medida visa conter a propagação de mensagens que colocam em dúvida a integridade do processo eleitoral, um tema que tem migrado de críticas técnicas para ataques diretos ao TSE e seus ministros. Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral reafirma que o processo de votação brasileiro é plenamente auditável e que nunca houve evidência de fraude nas urnas eletrônicas desde sua implementação em 1996.
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