Estudo aponta falhas na moderação de anúncios com IA pela Meta
Pesquisa da organização Ekō revela que a Meta aprovou 13 de 15 anúncios com desinformação e IA durante o período eleitoral brasileiro.
Pontos principais
- A organização britânica Ekō submeteu 15 anúncios com desinformação e conteúdo sintético para testar a Meta.
- Treze das peças foram aprovadas pelo sistema de revisão da plataforma, embora não tenham sido exibidas.
- O conteúdo incluía imagens falsas de autoridades e dados incorretos sobre datas eleitorais.
- Os anúncios não continham a identificação obrigatória para conteúdos gerados por inteligência artificial.
- A Meta declarou que os anúncios foram bloqueados antes da veiculação, enquanto a Ekō questiona a eficácia da moderação.
Um estudo conduzido pela organização britânica Ekō revelou vulnerabilidades nos mecanismos de controle da Meta durante o recente período eleitoral brasileiro. Pesquisadores submeteram 15 anúncios contendo desinformação e conteúdo gerado por inteligência artificial, utilizando ferramentas como ChatGPT, Grok e Gemini. O resultado mostrou que 13 dessas peças foram inicialmente aprovadas pelos sistemas de revisão da plataforma, apesar de conterem alegações falsas sobre figuras políticas e datas de votação, além de imagens fabricadas.
Apesar da aprovação inicial, a Meta informou que nenhum dos anúncios chegou a ser exibido aos usuários, pois foram identificados e bloqueados antes da veiculação. A organização Ekō, contudo, aponta que o alto índice de aprovação inicial indica falhas críticas no processo de moderação da empresa. O caso levanta preocupações sobre a eficácia das políticas de transparência e o cumprimento das normas do Tribunal Superior Eleitoral quanto à identificação obrigatória de conteúdos sintéticos em campanhas políticas.
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