Inadimplência em FIDCs supera 10% em centenas de fundos no Brasil
O mercado de FIDCs enfrenta alta na inadimplência, atingindo 11,3% em março de 2026, pressionado por insolvências corporativas e restrição de crédito.
Pontos principais
- Patrimônio da indústria de FIDCs alcançou R$ 1 trilhão, crescendo 48,4% em 18 meses.
- Cerca de 15% dos fundos analisados registraram inadimplência superior a 10% em agosto.
- O índice de atraso em FIDCs multicedentes subiu de 9,7% para 11,3% entre março de 2025 e 2026.
- Casos como a liquidação da EntrePay e a recuperação judicial da Casas Bahia afetaram o desempenho dos fundos.
- Agências de risco alertam que captações recentes têm sido usadas para refinanciar dívidas, não para novos investimentos.
O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) no Brasil atravessa um momento de alerta com o aumento expressivo da inadimplência. Dados recentes indicam que o índice de atraso em fundos multicedentes e multisacados saltou de 9,7% em março de 2025 para 11,3% em março de 2026, refletindo um cenário de maior restrição de crédito e dificuldades financeiras enfrentadas por empresas brasileiras.
A situação é agravada por eventos específicos, como a liquidação extrajudicial da EntrePay e a recuperação judicial da Casas Bahia, que impactaram diretamente o patrimônio de diversos fundos. Embora a indústria tenha atingido a marca de R$ 1 trilhão em ativos, agências de classificação de risco como Moody's e Fitch apontam que o capital captado tem sido direcionado majoritariamente ao refinanciamento de dívidas antigas, limitando o potencial de novos investimentos e aumentando a exposição ao risco de crédito.
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