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Crescimento dos FIDCs pressiona taxas e eleva alerta sobre riscos

O patrimônio dos FIDCs no Brasil se aproxima de R$ 1 trilhão, mas a queda na rentabilidade acende sinal de alerta entre gestores de mercado.

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Foto: InfoMoney
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15/09 às 05:45

Pontos principais

  • Patrimônio dos FIDCs no Brasil deve atingir R$ 1 trilhão em 2026.
  • Excesso de demanda reduz remuneração de cotas seniores para CDI+2%.
  • Gestoras aumentam rigor na análise de crédito e governança para evitar perdas.
  • Especialistas alertam para a necessidade de avaliar a qualidade dos recebíveis.

O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) vive um momento de expansão acelerada no Brasil, com o patrimônio do setor caminhando para atingir a marca de R$ 1 trilhão em 2026. Impulsionado pela busca por vantagens fiscais e retornos atrativos, o segmento atraiu um volume expressivo de capital, o que gerou uma compressão nas taxas oferecidas aos investidores. Atualmente, algumas cotas seniores estão sendo negociadas com remuneração próxima a CDI+2%, patamar que especialistas consideram insuficiente para compensar os riscos de crédito inerentes a essas operações.

Diante desse cenário, gestoras como Fator, Polo Capital e Ouro Preto Investimentos adotaram uma postura de maior cautela, intensificando o monitoramento de governança e a análise da qualidade dos recebíveis. A preocupação central é que a busca desenfreada por rentabilidade possa mascarar riscos de inadimplência e fraudes. Analistas recomendam que os investidores priorizem a solidez da estrutura de proteção e o histórico de desempenho dos fundos, em vez de focar exclusivamente nas taxas nominais, garantindo assim uma alocação mais segura em um ambiente de mercado cada vez mais competitivo.

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