IMO pode aprovar padrão para uso de etanol de cana em navios em 2026
Organização Marítima Internacional deve oficializar critérios de carbono para o etanol brasileiro, facilitando metas de descarbonização naval.
Pontos principais
- A IMO planeja definir o padrão de intensidade de carbono do etanol de cana até o final de 2026.
- O reconhecimento permitirá que armadores utilizem o biocombustível para abater metas de emissões.
- O Brasil defende uma certificação ampla que contemple diversas rotas produtivas sem privilégios.
- O país busca contrapor restrições europeias que limitam biocombustíveis de primeira geração.
A Organização Marítima Internacional (IMO) deve oficializar até o final de 2026 o padrão de intensidade de carbono para o etanol de cana-de-açúcar. A medida é fundamental para que armadores possam contabilizar o uso do biocombustível no cumprimento de suas metas globais de descarbonização, conferindo maior segurança jurídica ao setor naval.
O Brasil atua ativamente nas negociações para garantir que a certificação contemple diversas rotas de produção, evitando o favorecimento de matérias-primas específicas. Além disso, o governo brasileiro busca contrapor políticas europeias que restringem biocombustíveis de primeira geração sob o argumento de segurança alimentar, defendendo a viabilidade técnica e sustentável do etanol produzido no país.
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