Brasil reformula proposta de descarbonização naval para votação na IMO
O governo brasileiro ajustou sua proposta de descarbonização naval para buscar consenso na Organização Marítima Internacional em novembro.
Pontos principais
- A IMO votará novas regras de descarbonização do setor naval em novembro.
- Brasil substituiu o termo 'taxação de carbono' por 'mecanismo flexível de conformidade'.
- A proposta sugere um prazo de dois anos para a validade de elementos econômicos.
- O setor de etanol brasileiro estima uma demanda potencial de 24 bilhões de litros anuais.
- A aprovação da medida depende de aval do governo de Donald Trump.
O Brasil apresentou uma versão reformulada de sua proposta de descarbonização para o setor naval, visando a aprovação durante a reunião geral da Organização Marítima Internacional (IMO), marcada para novembro. A nova redação busca superar a resistência de países como os Estados Unidos, substituindo a terminologia de 'taxação de carbono' por um 'mecanismo flexível de conformidade'. Além disso, o texto propõe um período de dois anos para a vigência de elementos econômicos, tentando equilibrar as exigências ambientais com a viabilidade operacional das nações.
A iniciativa é acompanhada de perto pelo setor de etanol brasileiro, que projeta uma demanda de 24 bilhões de litros por ano caso o combustível seja adotado em larga escala pelo transporte marítimo. Contudo, o sucesso da proposta brasileira na IMO permanece condicionado ao aval da administração do presidente Donald Trump. O resultado da votação em novembro será decisivo para definir o ritmo da transição energética global no transporte de cargas.
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