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Música gerada por IA com vozes clonadas gera impasse no Ecad

Faixa produzida por IA que utiliza vozes de artistas brasileiros para plagiar Taylor Swift acumula R$ 50 mil em direitos autorais retidos.

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Foto: Época Negócios
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28/09 às 08:32

Pontos principais

  • A música 'A Sina de Ofélia' utilizou IA para clonar vozes de Luísa Sonza e Dilsinho em uma versão não autorizada de Taylor Swift.
  • A faixa foi reproduzida mais de 3.000 vezes em rádios brasileiras, acumulando R$ 50 mil em direitos autorais retidos pelo Ecad.
  • Especialistas alertam que o uso de IA para clonagem de voz pode configurar plágio e fraude, sujeitando envolvidos a sanções legais.
  • A Abert orienta que emissoras evitem a reprodução de conteúdos gerados por IA, enquanto plataformas de streaming registram alta dessas faixas.

Uma composição gerada por inteligência artificial, intitulada 'A Sina de Ofélia', tornou-se alvo de polêmica após utilizar vozes clonadas dos cantores Luísa Sonza e Dilsinho para plagiar uma obra de Taylor Swift. A faixa foi executada mais de 3.000 vezes em 47 rádios brasileiras, resultando em R$ 50 mil em direitos autorais que permanecem retidos pelo Ecad por falta de um autor identificável e legalmente responsável pela criação.

O caso levanta preocupações sobre a segurança jurídica no setor musical, com especialistas apontando riscos de sanções civis e criminais por plágio e fraude. Diante do crescimento exponencial de conteúdos criados por IA nas plataformas de streaming, a Abert recomendou que emissoras evitem a veiculação dessas músicas. O Ecad segue enfrentando desafios para gerir os direitos autorais em um cenário onde a tecnologia de clonagem de voz se torna cada vez mais acessível e comum.

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