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Indústria fonográfica da Austrália exclui músicas feitas por IA

A Aria baniu faixas geradas inteiramente por inteligência artificial de suas paradas musicais para garantir maior transparência no setor.

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26/08 às 12:04

Pontos principais

  • A Associação Australiana da Indústria Fonográfica (Aria) proibiu músicas criadas integralmente por IA nas suas paradas.
  • Faixas que utilizam IA apenas como ferramenta complementar permanecem elegíveis, desde que a criação seja majoritariamente humana.
  • A mudança foi motivada por um cover de "Like a Prayer", de Madonna, produzido com IA pelo DJ Josh Fawaz.
  • A música de Fawaz alcançou destaque nas paradas em julho sem a devida transparência sobre o uso da tecnologia.

A Associação Australiana da Indústria Fonográfica (Aria) anunciou uma nova diretriz que exclui músicas geradas inteiramente por inteligência artificial de suas paradas oficiais. A decisão surge como resposta direta a uma polêmica envolvendo o DJ Josh Fawaz, que emplacou um cover de "Like a Prayer", de Madonna, nas paradas australianas em julho sem revelar que a faixa havia sido produzida por IA. Segundo a presidente-executiva da entidade, Annabelle Herd, a medida visa assegurar a integridade e a transparência do ranking musical frente ao avanço das novas tecnologias. Embora o uso de IA como ferramenta de suporte continue permitido, a regra estabelece que as composições devem ser substancialmente criadas por humanos para serem consideradas elegíveis, marcando um precedente importante na regulação da música gerada por algoritmos no mercado fonográfico global.

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