Sony e Warner processam Anthropic por uso de músicas em treino de IA
Gravadoras acusam a Anthropic de usar ilegalmente milhares de composições protegidas por direitos autorais para treinar o modelo de IA Claude.
Pontos principais
- A ação judicial foi protocolada em um tribunal federal na Califórnia pelas divisões editoriais da Sony Music e Warner Music.
- As empresas alegam que a Anthropic utilizou cerca de 20 mil letras e partituras protegidas para o treinamento de seus modelos.
- O processo afirma que o chatbot Claude consegue reproduzir letras quase idênticas às originais, competindo com autores humanos.
- As gravadoras buscam indenizações que podem chegar a US$ 150 mil por cada obra violada, totalizando bilhões de dólares.
- A Anthropic nega as acusações e declarou que pretende se defender das alegações no tribunal.
As gigantes da indústria fonográfica Sony Music Publishing e Warner Chappell Music moveram uma ação judicial contra a startup de inteligência artificial Anthropic. O processo, registrado em um tribunal federal na Califórnia, sustenta que a empresa utilizou indevidamente milhares de composições musicais protegidas por direitos autorais para treinar o seu modelo de linguagem, o Claude. Segundo a denúncia, o material teria sido obtido de forma ilegal por meio de plataformas de compartilhamento de arquivos e repositórios de dados, permitindo que a IA reproduzisse letras de artistas renomados, como Taylor Swift e Michael Jackson, de maneira quase literal.
O caso destaca o crescente embate jurídico entre detentores de propriedade intelectual e desenvolvedoras de modelos de IA generativa. As gravadoras argumentam que a prática da Anthropic não apenas viola direitos autorais, mas cria uma concorrência desleal com os autores humanos. Além deste processo, a Anthropic já enfrenta litígios semelhantes movidos por outras empresas do setor, como Universal Music Group, BMG e Concord Music. A startup, por sua vez, refutou as alegações e afirmou que apresentará sua defesa no decorrer do processo, que pode resultar em indenizações bilionárias caso a justiça americana decida a favor das editoras.
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