Música gerada por IA com vozes clonadas viraliza em rádios brasileiras
A faixa 'A Sina de Ofélia' utiliza vozes de Luísa Sonza e Dilsinho e plagia Taylor Swift, gerando debate sobre direitos autorais e regulação.
Pontos principais
- A música 'A Sina de Ofélia' foi criada via inteligência artificial, clonando vozes de Luísa Sonza e Dilsinho.
- A composição plagia melodia e letra de uma obra da cantora Taylor Swift.
- A faixa foi executada mais de 3 mil vezes em 47 rádios brasileiras.
- O Ecad reteve cerca de R$ 50 mil em direitos autorais referentes à reprodução da música.
- Especialistas alertam que o uso não autorizado de vozes e obras protegidas pode configurar crime.
A música 'A Sina de Ofélia', produzida inteiramente por inteligência artificial, tornou-se alvo de polêmica após viralizar nas redes sociais e alcançar a programação de 47 rádios brasileiras. A obra utiliza vozes clonadas dos artistas Luísa Sonza e Dilsinho, além de reproduzir elementos melódicos e líricos de uma composição de Taylor Swift. Até o momento, a autoria da faixa permanece desconhecida e não houve manifestação oficial dos artistas ou gravadoras envolvidos. O caso levanta discussões urgentes sobre a proteção de direitos autorais na era da IA generativa. O Ecad já reteve aproximadamente R$ 50 mil em royalties gerados pela execução da música, enquanto especialistas jurídicos apontam que a prática pode resultar em sanções civis e criminais por violação de propriedade intelectual, refletindo um fenômeno crescente de faixas geradas por tecnologia com pagamentos bloqueados no Brasil.
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