Como funciona o sistema de segurança das urnas eletrônicas
O TSE utiliza processos de lacração e auditoria para garantir a integridade e o sigilo dos votos nas urnas eletrônicas brasileiras.
Pontos principais
- O software das urnas é baseado no sistema operacional Uenux, desenvolvido pelo TSE.
- As urnas não possuem conexão com redes externas durante a votação.
- O Registro Digital do Voto (RDV) garante o sigilo ao armazenar votos de forma aleatória.
- Partidos e órgãos públicos podem inspecionar o código-fonte através do Ciclo de Transparência Democrática.
- A integridade do software é verificada por meio de assinaturas digitais e hashes.
O sistema das urnas eletrônicas brasileiras é fundamentado no Uenux, uma distribuição Linux desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para assegurar a integridade do processo, o software passa por etapas rigorosas de inspeção, compilação e lacração antes de ser instalado nos equipamentos. Durante a votação, as urnas operam de forma isolada, sem qualquer conexão com redes externas, enquanto o Registro Digital do Voto (RDV) utiliza assinaturas digitais para proteger o sigilo e a ordem aleatória dos votos.
Ao final do pleito, cada urna emite o Boletim de Urna (BU), documento assinado digitalmente que permite a conferência pública dos resultados. A segurança é reforçada pelo Ciclo de Transparência Democrática, que possibilita a partidos políticos e órgãos de fiscalização inspecionarem o código-fonte dos sistemas. Mecanismos de hash garantem que o software em execução seja idêntico à versão oficial aprovada pelo TSE, prevenindo alterações indevidas no processo eleitoral.
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