Entenda como funciona o teste de integridade das urnas eletrônicas
O teste de integridade audita a precisão das urnas eletrônicas comparando votos em papel com o registro digital desde 2002.
Pontos principais
- O procedimento compara cédulas de papel preenchidas manualmente com o resultado eletrônico gerado pela urna.
- As urnas auditadas são sorteadas na véspera do pleito entre equipamentos já preparados para a votação.
- O teste é público, filmado e realizado em ambos os turnos das eleições.
- Desde 2022, o processo inclui uma versão que utiliza a biometria de eleitores voluntários para habilitar o equipamento.
- Os resultados detalhados das auditorias são disponibilizados no site da Justiça Eleitoral em até 30 dias após o pleito.
O teste de integridade das urnas eletrônicas é um procedimento de auditoria pública realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral desde 2002 para assegurar a exatidão dos votos registrados no sistema brasileiro. Na prática, o processo simula uma votação real, onde cédulas de papel preenchidas manualmente são comparadas voto a voto com o resultado eletrônico gerado pelo equipamento. As urnas submetidas à verificação são sorteadas na véspera da eleição entre aquelas já preparadas para o pleito, garantindo a transparência do processo.
Além da auditoria tradicional, o sistema eleitoral brasileiro integra mais de 40 camadas de segurança, incluindo o uso de assinaturas digitais e códigos de verificação conhecidos como hashes. Desde 2022, o teste de integridade passou a contar com uma modalidade que utiliza a biometria de eleitores voluntários para habilitar a urna, uma medida implementada a pedido das Forças Armadas. Todos os resultados dessas auditorias são publicados oficialmente pela Justiça Eleitoral em até 30 dias após o encerramento do segundo turno.
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