Relatório aponta desperdício de milhões em expansão de detenções pelo ICE
Auditoria do GAO revela falhas de planejamento e gastos ineficientes do ICE na ampliação de centros de detenção sob o governo Trump.
Pontos principais
- O ICE recebeu mais de US$ 75 bilhões para expandir operações desde o início da gestão de Donald Trump.
- A agência investiu mais de US$ 1 bilhão na compra de 11 armazéns, mas vendeu sete deles com prejuízo.
- Custos operacionais em instalações na Flórida superaram em 171% a média diária por leito da agência.
- Relatório identificou gastos desnecessários de milhões de dólares em refeições e tendas não utilizadas.
- O ICE planeja concluir um plano estratégico para a gestão de recursos apenas em agosto de 2027.
Um relatório do Government Accountability Office (GAO) revelou que o ICE desperdiçou milhões de dólares em projetos de detenção mal geridos durante a execução da agenda de deportação em massa do governo Trump. A auditoria constatou que a agência investiu bilhões em seis iniciativas sem realizar análises técnicas ou um plano estratégico abrangente, resultando em prejuízos significativos com a compra e posterior venda de armazéns destinados a centros de detenção.
Além dos problemas imobiliários, o órgão apontou gastos ineficientes em custos operacionais, incluindo refeições desnecessárias e tendas não utilizadas em Guantanamo Bay. Em um dos casos analisados na Flórida, o custo diário por leito atingiu US$ 249, valor 171% superior à média da agência. Embora o GAO tenha recomendado a criação de um plano estratégico para corrigir as falhas, o ICE projeta que o documento só será finalizado em agosto de 2027.
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