Relatório aponta aumento de 11 vezes na violência política de gênero
Movimentos sociais denunciam ao TSE o crescimento de agressões contra candidatas e pedem medidas urgentes de proteção e responsabilização.
Pontos principais
- Processos por violência política de gênero cresceram 11 vezes entre 2022 e 2024.
- Relatos incluem ameaças de morte, estupro e exposição de dados pessoais.
- Dados do Instituto Marielle Franco indicam que 87% das vítimas são mulheres negras.
- Entidades solicitam ao TSE ações concretas para coibir crimes e punir agressores.
Movimentos sociais entregaram ao Tribunal Superior Eleitoral um relatório detalhado que aponta um crescimento de 11 vezes nos casos de violência política de gênero entre 2022 e 2024. O documento reúne relatos graves de agressões físicas, ameaças de morte e de estupro, além da exposição indevida de dados pessoais de candidatas em diversos estados brasileiros. A iniciativa busca pressionar o poder público por medidas mais eficazes de enfrentamento e pela responsabilização rigorosa dos agressores.
O levantamento destaca ainda o recorte racial do problema, revelando que 87% das vítimas de violência política entre 2021 e 2025 eram mulheres negras. Diante desse cenário, especialistas defendem que a Lei 14.192/2021 seja aprimorada com a inclusão de uma perspectiva racial explícita. A medida visa qualificar o combate a esses crimes e garantir maior segurança para a participação feminina no processo democrático do país.
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