Brasil registra aumento recorde de violência política até agosto de 2026
Estudos apontam alta de 18,4% em casos de violência política, com foco em ocupantes de cargos públicos e mulheres como principais vítimas.
Pontos principais
- Pesquisa registrou 354 casos de violência política entre outubro de 2024 e agosto de 2026.
- Cerca de 63% das ocorrências mapeadas estão concentradas na esfera municipal.
- Mulheres cis, trans e travestis representam 50,6% das vítimas no estudo da Terra de Direitos e Justiça Global.
- O Ligue 180 contabilizou 1.564 denúncias de violência política contra mulheres apenas em 2026.
- Apenas 2,5% dos episódios monitorados pelas ONGs resultaram em punições aos agressores.
O Brasil enfrenta o período pré-eleitoral mais violento da última década, segundo dados da Terra de Direitos, Justiça Global e do Ministério da Mulher. Entre outubro de 2024 e agosto de 2026, foram contabilizados 354 casos de violência política, representando um crescimento de 18,4% em comparação ao ciclo anterior. O levantamento destaca que 96,3% das agressões foram direcionadas a pessoas que já ocupavam cargos públicos, com a maioria dos episódios concentrada no âmbito municipal.
As mulheres, especialmente mulheres negras e pessoas trans, são as vítimas mais frequentes, representando mais da metade dos casos registrados pelas ONGs e a maioria das denúncias no Ligue 180. Apesar da alta incidência, a impunidade permanece como um desafio crítico, visto que apenas 2,5% dos episódios mapeados resultaram em punições efetivas para os responsáveis. O cenário acende um alerta sobre a segurança no exercício da democracia e a proteção de representantes eleitos.
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