Prefeitura de SP aprova contas com erros em contrato de Wi-Fi
Documentos do programa WiFi Livre indicam falhas geográficas e suspeitas de desvio de verbas para a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro.
Pontos principais
- Prefeitura de SP validou planilhas do Instituto Conhecer Brasil com pontos de Wi-Fi localizados fora do estado, como no Rio de Janeiro.
- O contrato do programa WiFi Livre já ultrapassou R$ 157 milhões após dois aditivos na gestão de Ricardo Nunes.
- A empresária Karina Ferreira da Gama, responsável pelo ICB, também produziu o filme 'Dark Horse' sobre o ex-presidente Bolsonaro.
- Polícias Civil e Federal investigam se recursos públicos do programa foram desviados para financiar a produção cinematográfica.
- A Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia não apresentou registros técnicos que comprovem a fiscalização efetiva do serviço.
A Prefeitura de São Paulo validou planilhas de prestação de contas do programa WiFi Livre que apresentam inconsistências geográficas graves, incluindo a indicação de pontos de acesso em locais inexistentes ou situados fora do município, como a Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro. O contrato, gerido pelo Instituto Conhecer Brasil, é alvo de investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil sob a suspeita de que recursos públicos tenham sido desviados para financiar a produção do filme 'Dark Horse', documentário sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia afirme que realiza fiscalizações periódicas, a pasta não apresentou registros técnicos que comprovem a qualidade ou a efetiva instalação dos pontos de Wi-Fi. Apesar das denúncias sobre a falha na prestação do serviço, a gestão do prefeito Ricardo Nunes realizou dois aditivos contratuais, elevando o valor total do projeto para mais de R$ 157 milhões.
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