Polícia investiga contrato de R$ 157 milhões da Prefeitura de SP
Investigação apura fraude em contrato de Wi-Fi da prefeitura, com suspeitas de desvio de verbas para filme e vínculos políticos na assinatura do acordo.
Pontos principais
- A Operação Wi-Fi apura fraude, direcionamento e sobrepreço em contrato que saltou de R$ 108 milhões para R$ 157,1 milhões.
- Polícia cumpriu mandados de busca na Prefeitura de SP e em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama.
- Investigadores suspeitam que recursos foram desviados para financiar o filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro.
- O caso envolve a análise de emendas parlamentares e o papel do banqueiro Daniel Vorcaro no orçamento da produção.
- O contrato foi assinado na gestão de Ricardo Nunes por Bruno Lima, então secretário de Inovação e Tecnologia.
- O Tribunal de Contas do Município havia apontado 20 irregularidades no edital, mas a contratação foi mantida.
- O prefeito Ricardo Nunes nega irregularidades e classificou a investigação como possível perseguição política.
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Wi-Fi para investigar suspeitas de fraude, direcionamento e sobrepreço em um contrato firmado entre a prefeitura e o Instituto Conhecer Brasil. Inicialmente avaliado em R$ 108 milhões, o projeto para implementação de internet em comunidades sofreu aditivos que elevaram o valor para R$ 157,1 milhões. A investigação aponta que os custos mensais por ponto de acesso seriam superiores aos praticados pela Prodam, levantando suspeitas de desvio de verbas públicas para o financiamento do filme 'Dark Horse', produzido pela empresa Go Up. Recentemente, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura e em endereços ligados à empresária Karina Ferreira da Gama, buscando rastrear o fluxo financeiro entre o contrato público e a produção cinematográfica.
O caso também envolve a análise de emendas parlamentares destinadas por deputados a entidades ligadas à produtora do longa-metragem, além do papel do banqueiro Daniel Vorcaro no orçamento do projeto. O contrato foi assinado durante a gestão de Ricardo Nunes sob a responsabilidade de Bruno Lima, então secretário de Inovação e Tecnologia e atual deputado federal, apontado como um indicado político do senador Ciro Nogueira. Em resposta, o prefeito Ricardo Nunes defendeu a legalidade do contrato, afirmando que a gestão seguiu os princípios de economicidade e classificou a ação policial como uma possível perseguição política.
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