Polícia não encontra produtora de filme ligada a instituto investigado
Agentes da Polícia Civil de São Paulo não localizaram a produtora de Dark Horse e o Instituto Conhecer Brasil em endereço oficial de registro.
Pontos principais
- Karina Ferreira da Gama preside o Instituto Conhecer Brasil, alvo de investigação por sobrepreço em contrato com a Prefeitura de SP.
- O contrato de 2024 é suspeito de superfaturamento de R$ 26 milhões, com possível desvio para financiar o filme Dark Horse.
- A Polícia Civil realizou busca e apreensão no endereço registrado das empresas, mas não as encontrou no local.
- O endereço indicado funcionava como um coworking que abriga cerca de 200 empresas diferentes.
- A Prefeitura de São Paulo e as partes envolvidas negam irregularidades na prestação dos serviços.
Documentos revelados pelo Supremo Tribunal Federal indicam que o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, é alvo de uma investigação por suspeita de sobrepreço em um contrato de Wi-Fi com a Prefeitura de São Paulo. A entidade, que possui vínculos com a produtora do filme Dark Horse, teria firmado o acordo em 2024 com valores mensais de R$ 1.800 por ponto, montante considerado superior aos preços de mercado praticados pela estatal Prodam. As apurações sugerem um possível prejuízo de R$ 26 milhões, com suspeitas de que recursos públicos tenham financiado a produção cinematográfica.
Em desdobramento recente, agentes da Polícia Civil de São Paulo realizaram uma operação de busca e apreensão no endereço oficial registrado pelas empresas, mas não as encontraram no local. A sede indicada funcionava, na verdade, como um coworking que abriga aproximadamente 200 empresas cadastradas. Em nota, a administração municipal e as partes citadas negam as acusações, sustentando que todos os serviços foram entregues conforme as cláusulas contratuais estabelecidas.
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