Mahmoud Abbas critica governo Trump na ONU após ter visto negado
Falando por vídeo após ter o visto negado pelos EUA pela segunda vez seguida, Mahmoud Abbas alertou para o risco de uma nova Nakba e pediu a Trump que impeça a anexação do território palestino.
Pontos principais
- Abbas teve o visto de entrada nos EUA negado pelo segundo ano consecutivo e chamou a medida de "punitiva ilegal", dizendo que o povo palestino não pode ser punido por exigir o fim da ocupação.
- Descreveu a guerra em Gaza como "genocida", causadora de "uma tragédia humana sem precedentes", ao lado da expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia.
- Disse que o extremismo israelense expande um projeto colonial de "Grande Israel" e alertou: "não permitam que ocorra outra Nakba".
- Lamentou que grande parte da Resolução 2803 (2025) do Conselho de Segurança não tenha se concretizado e pediu a Trump que honre o compromisso de impedir a anexação do território palestino.
- Afirmou que a Autoridade Palestina concluiu seu programa de reforma nacional e está comprometida a construir um Estado democrático e "não militarizado" ao lado de Israel.
- Agradeceu aos 160 países que já reconheceram o Estado da Palestina e pediu a admissão plena do país como membro da ONU.
- Encerrou dizendo: "não deixaremos nossa terra natal, não aceitaremos deslocamento, não permitiremos que ninguém decida nosso futuro em nosso lugar".
- Paralelamente, o governo Trump anunciou um aporte de US$ 2,45 bilhões para a reconstrução de Gaza.
Em discurso gravado para a Assembleia Geral da ONU, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, criticou duramente o governo do presidente Donald Trump. A manifestação ocorreu após Abbas ter seu visto de entrada nos Estados Unidos negado pela segunda vez consecutiva, o que o impediu de comparecer fisicamente à sede da organização em Nova York. Ele chamou a negativa de "medidas punitivas ilegais", violação das obrigações do país anfitrião.
Abbas descreveu a guerra em Gaza como "genocida", causadora de "uma tragédia humana sem precedentes", e denunciou a expansão de assentamentos na Cisjordânia. Disse que o extremismo israelense expande um projeto colonial de "Grande Israel" e alertou: "não permitam que ocorra outra Nakba".
O presidente lamentou que grande parte da Resolução 2803 (2025) do Conselho de Segurança não tenha se concretizado e pediu a Trump que honre o compromisso de impedir a anexação do território palestino. Afirmou que a Autoridade Palestina concluiu seu programa de reforma nacional e está comprometida a construir um Estado democrático e não militarizado ao lado de Israel. Paralelamente, o governo Trump anunciou um aporte de US$ 2,45 bilhões para a reconstrução de Gaza.
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