O conflito Israel-Palestina é uma disputa geopolítica complexa e de longa data, marcada por tensões históricas, territoriais e religiosas, com questões centrais como controle de terras, status de Jerusalém e segurança. Recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, propôs um plano de paz que inclui a desmilitarização de Gaza, uma administração palestina temporária e a reconstrução da região, com a criação de um "Conselho de Paz". Apesar de um cessar-fogo em vigor, incidentes violentos e acusações de violação do acordo persistem, com ataques aéreos israelenses e confrontos na Cisjordânia e no Líbano, mantendo a região em estado de alta tensão.
O conflito Israel-Palestina é uma disputa geopolítica complexa e de longa data, caracterizada por tensões históricas, territoriais e religiosas entre israelenses e palestinos. O cerne do conflito envolve questões como o controle de terras, o status de Jerusalém, assentamentos israelenses, fronteiras, segurança e o direito de retorno dos refugiados palestinos. Recentemente, o conflito tem gerado mobilização internacional, incluindo protestos e ativismo em diversas partes do mundo. Planos de paz, como o proposto pelo presidente dos EUA Donald Trump, buscam soluções para a desmilitarização e a governança de Gaza, incluindo a criação de uma administração palestina temporária e tecnocrática e o início da reconstrução da região após um cessar-fogo. Um "Conselho de Paz" para Gaza foi anunciado como parte da segunda fase deste plano, com convites estendidos a líderes mundiais. Donald Trump também apresentou um plano detalhado para uma "Nova Gaza", que prevê a reconstrução do território com arranha-céus, novas zonas residenciais, agrícolas e industriais, além de infraestrutura como um novo porto e aeroporto. Apesar de um cessar-fogo em vigor desde outubro, incidentes violentos e acusações de violação do acordo continuam a ocorrer, resultando em mais mortes e dificultando as negociações. Em 31 de janeiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos intensos em Gaza, matando 27 pessoas, incluindo três crianças, e atingindo uma delegacia de polícia, casas e tendas, um dia antes da reabertura da passagem de Rafah. Um desenvolvimento significativo ocorreu em janeiro de 2026, quando Israel anunciou que o Hamas devolveu os restos mortais do último refém que estava sob o poder do grupo. Em 8 de fevereiro de 2026, o gabinete de segurança de Israel aprovou medidas que flexibilizam a compra de terras por colonos na Cisjordânia ocupada e aumentam a fiscalização israelense sobre os palestinos, o que foi classificado pelo presidente palestino Mahmoud Abbas como uma "anexação de facto". Em 15 de fevereiro de 2026, ataques aéreos israelenses mataram pelo menos 11 palestinos em Gaza, incluindo quatro em um acampamento de deslocados e cinco em Khan Younis, em resposta a supostas violações do cessar-fogo pelo Hamas, que por sua vez acusou Israel de um novo "massacre". A tensão regional se estendeu ao Líbano, onde em 21 de fevereiro de 2026, ataques aéreos israelenses no leste do país mataram oito integrantes do Hezbollah, incluindo comandantes locais, e feriram 24 pessoas, em uma ação que Israel justificou como a eliminação de membros da unidade de mísseis do Hezbollah que planejavam ataques contra Israel. O Ministério da Saúde do Líbano reportou 10 mortos, sem distinguir entre combatentes e civis, e 24 feridos, incluindo três crianças. Este incidente ocorre em um contexto de intensificação do conflito entre Israel e Hezbollah desde setembro de 2024, apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA, e em meio a tensões crescentes entre os EUA e o Irã, principal apoiador do Hezbollah e do Hamas.
As raízes do conflito remontam ao final do século XIX e início do século XX, com o surgimento do sionismo e do nacionalismo árabe. A criação do Estado de Israel em 1948, após o fim do Mandato Britânico da Palestina, resultou na primeira guerra árabe-israelense e na Nakba (catástrofe) para os palestinos, que viram a expulsão e o deslocamento de centenas de milhares de pessoas. Desde então, a região tem sido palco de diversas guerras, intifadas (levantes palestinos) e um processo de paz intermitente e frequentemente frustrado. A ofensiva de Israel em Gaza, lançada após o ataque do Hamas em outubro de 2023 que matou 1.200 pessoas, resultou na destruição de grande parte de Gaza e na morte de 72 mil pessoas no território palestino, segundo autoridades de saúde locais. Um cessar-fogo foi estabelecido em outubro, mas as tensões permanecem altas, com acusações mútuas de violação do acordo e mortes contínuas. Em 31 de janeiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos que mataram 27 pessoas em Gaza, alegando ter como alvo comandantes e instalações do Hamas e da Jihad Islâmica em resposta a um incidente em Rafah. O Hamas, por sua vez, acusou Israel de violar o cessar-fogo. A questão dos reféns tem sido um ponto central nas negociações, e a devolução dos restos mortais do último refém pelo Hamas em janeiro de 2026 marcou um momento importante no desenrolar do conflito. A reconstrução de Gaza é um ponto crucial, com propostas como a "Nova Gaza" de Donald Trump, que visa transformar o território devastado em um centro moderno com novas infraestruturas e oportunidades econômicas. Em 8 de fevereiro de 2026, Israel aprovou medidas que facilitam a compra de terras por colonos na Cisjordânia e expandem a supervisão israelense em áreas sob administração palestina, o que o presidente palestino Mahmoud Abbas considerou uma "anexação de facto". Essas medidas foram anunciadas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA Donald Trump, e refletem a postura de Netanyahu, que considera a criação de um Estado palestino uma ameaça à segurança, e a influência de membros pró-colonos em sua coalizão governista. Em 15 de fevereiro de 2026, Israel lançou ataques aéreos em Gaza, matando pelo menos 11 palestinos, incluindo quatro em um acampamento de deslocados e cinco em Khan Younis, alegando resposta a violações do cessar-fogo pelo Hamas, que acusou Israel de "massacre". Além disso, a região tem testemunhado uma escalada de confrontos entre Israel e o Hezbollah no Líbano. O conflito entre os dois se intensificou em setembro de 2024, após meses de trocas de disparos iniciadas em apoio ao Hamas. Apesar de um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos dois meses depois, Israel acusa o Hezbollah de tentar se reconstruir e realiza ataques frequentes contra suas instalações. Em 21 de fevereiro de 2026, Israel realizou ataques aéreos no leste do Líbano, perto da aldeia de Rayak e na área de Baalbek, que resultaram na morte de oito integrantes do Hezbollah, incluindo os comandantes locais Ali al-Moussawi, Mohammed al-Moussawi e Hussein Yaghi. Israel afirmou ter "eliminado" membros da unidade de mísseis do Hezbollah que planejavam ataques. O Ministério da Saúde do Líbano reportou 10 mortos e 24 feridos, incluindo três crianças. Estes ataques ocorrem em um momento de alta tensão regional, com os Estados Unidos sinalizando a possibilidade de atacar o Irã, que é o principal apoiador tanto do Hezbollah quanto do Hamas.
17 de dez, 2025
18 de jan, 2026