Setor aéreo alerta que reforma tributária elevará preço de passagens
Executivos do setor aéreo projetam alta de 16% nas passagens e queda na demanda devido à nova alíquota tributária de 26,5%.
Pontos principais
- A alíquota de 26,5% da reforma tributária deve encarecer passagens domésticas em 16,1%.
- Projeções indicam uma redução de 21,1% na demanda por voos no Brasil.
- O setor aéreo defende a aplicação de alíquota zero para manter a competitividade.
- A Iata solicita o adiamento para 2027 das novas regras de documentos fiscais eletrônicos.
Representantes do setor aéreo brasileiro manifestaram preocupação com os impactos da reforma tributária, apontando que a alíquota de 26,5% representa um desafio estrutural superior à volatilidade do preço dos combustíveis. Segundo estimativas do setor, a mudança na carga tributária pode elevar o preço das passagens domésticas em 16,1%, resultando em uma retração estimada de 21,1% na demanda por viagens aéreas no país.
Para mitigar os efeitos negativos sobre a conectividade e a economia, as companhias defendem a aplicação de alíquota zero para o transporte aéreo. Além disso, a Iata solicitou o adiamento para 2027 da implementação de novas exigências para documentos fiscais eletrônicos, citando a complexidade operacional do sistema. O setor alerta ainda que o aumento dos custos pode encarecer o transporte de cargas essenciais, incluindo medicamentos e componentes eletrônicos.
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