Reforma tributária deve elevar custos e alterar rotas aéreas no Brasil
Fim de isenções fiscais e nova alíquota de 28% podem encarecer passagens aéreas a partir de 2027.
Pontos principais
- Isenção de PIS e Cofins para o setor aéreo termina em 31 de dezembro de 2026.
- A alíquota combinada de novos tributos deve atingir 28% ao final da transição.
- Substituição do ICMS pelo IBS intensificará a pressão sobre custos a partir de 2029.
- Companhias podem priorizar aeroportos menores para obter redução de 40% na tributação.
A implementação da reforma tributária brasileira trará mudanças significativas para o setor aéreo a partir de 1º de janeiro de 2027. Com o fim da isenção de PIS e Cofins, as companhias enfrentarão uma carga tributária crescente, que deve atingir uma alíquota combinada de 28% ao final do período de transição. A transição do ICMS para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), prevista para 2029, deve elevar ainda mais os custos operacionais, impactando diretamente o preço final das passagens para os consumidores. Para mitigar os efeitos dessa nova estrutura fiscal, as empresas aéreas podem ajustar suas malhas, priorizando rotas em aeroportos de cidades menores, onde será possível acessar uma redução de 40% na tributação. Além do transporte aéreo, o setor de serviços, incluindo locação de equipamentos e software, também será afetado pela nova alíquota, alterando o cenário econômico do setor.
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