Investidor aponta falhas de usabilidade como barreira na saúde
Rafael Kellerman, da Apus Capital, afirma que a baixa qualidade de produtos limita a inovação tecnológica no setor hospitalar brasileiro.
Pontos principais
- Rafael Kellerman defende que a resistência à adoção de tecnologias na saúde ocorre pela falta de produtos intuitivos.
- Luiz Antonio Nasi, do Hospital Moinhos de Vento, contrapõe que o medo dos gestores é o principal entrave.
- A necessidade real do produto, como o uso de ferramentas de IA, é apontada como motor para quebrar barreiras.
- O investidor sugere que desenvolvedores devem vivenciar o cotidiano hospitalar para criar soluções eficazes.
Durante a Semana Caldeira, o investidor Rafael Kellerman, sócio da Apus Capital, defendeu que a dificuldade de implementação de inovações no setor de saúde decorre, muitas vezes, da baixa qualidade e usabilidade dos produtos oferecidos. Segundo ele, a resistência não é apenas fruto de um conservadorismo institucional, mas de soluções que falham em atender às dores reais dos profissionais de saúde. Para superar esse cenário, o investidor sugere que os desenvolvedores de tecnologia busquem vivenciar o cotidiano hospitalar antes de criar novas ferramentas.
Em contrapartida, Luiz Antonio Nasi, superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, argumenta que o receio dos gestores hospitalares ainda é um fator determinante para a lentidão na adoção de novas tecnologias. Apesar das divergências, o mercado observa o crescimento acelerado de healthtechs que conseguem suprir demandas críticas, como o uso de IA. A capacidade de oferecer produtos intuitivos e de fácil implementação tem se mostrado o diferencial para quebrar barreiras de entrada e acelerar a transformação digital no setor.
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