Falta de preparo limita resultados de investimentos em IA na saúde
Especialista aponta que a ausência de letramento digital impede que bilhões investidos em inteligência artificial gerem valor real aos pacientes.
Pontos principais
- O setor de saúde investe bilhões em tecnologia sem preparar adequadamente as equipes.
- Cerca de 95% das ferramentas de IA médica no Brasil não justificam seus custos atuais.
- O sucesso da tecnologia depende de letramento digital, maturidade tecnológica e medição de evidências.
- A IA deve ampliar a segurança e o atendimento sem substituir a relação médico-paciente.
O setor de saúde tem destinado bilhões de reais para a implementação de inteligência artificial, mas a falta de preparo das organizações tem impedido que esses investimentos se traduzam em resultados práticos. Segundo o médico e empresário Pedro Batista, a ausência de letramento digital e de uma estrutura estratégica faz com que aproximadamente 95% das ferramentas de IA médica no Brasil não entreguem o valor esperado, tornando o custo operacional injustificável diante da baixa efetividade no atendimento ao paciente.
Para reverter esse cenário, Batista defende que a adoção de novas tecnologias deve ser sustentada por três pilares fundamentais: maturidade tecnológica, letramento das equipes e capacidade de medir evidências. O especialista ressalta que a tecnologia deve atuar como um suporte para ampliar a segurança e a eficiência clínica, sem comprometer a proximidade essencial entre profissionais de saúde e pacientes, garantindo que a inovação sirva como um meio para melhorar o cuidado humano.
Comentários
Carregando comentários...
