Avanço da tecnologia no SUS enfrenta desafio de integração de dados
Uso de inteligência artificial e cirurgia robótica cresce na rede pública, mas falta de interoperabilidade entre sistemas limita a escala nacional.
Pontos principais
- O SUS realizou sua primeira telecirurgia de longa distância em 2025.
- O programa PAC Cirurgias está modernizando 229 salas cirúrgicas para reduzir filas de espera.
- A falta de interoperabilidade entre sistemas hospitalares é o principal obstáculo para a eficiência tecnológica.
- A inteligência artificial é utilizada como suporte à decisão médica, sem substituir o profissional de saúde.
- Especialistas apontam que a tecnologia pode democratizar o acesso à saúde em regiões remotas se bem gerida.
O Sistema Único de Saúde (SUS) tem incorporado tecnologias avançadas, como a inteligência artificial e a cirurgia robótica, para otimizar o atendimento e reduzir as filas de espera. Um marco importante deste avanço foi a realização da primeira telecirurgia de longa distância em 2025, além do investimento do programa PAC Cirurgias, que moderniza 229 salas cirúrgicas em todo o país. Contudo, especialistas alertam que a implementação em larga escala ainda enfrenta barreiras significativas, sendo a falta de interoperabilidade entre os sistemas de dados hospitalares o maior desafio para a integração da rede.
Embora a inteligência artificial seja vista como uma ferramenta estratégica de apoio à decisão clínica, a modernização do setor público depende da superação de gargalos estruturais. A expectativa é que, com uma gestão eficiente, a tecnologia possa atuar como um fator de democratização do acesso à saúde, especialmente em regiões remotas do Brasil.
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