Petróleo cai pela 5ª vez com negociações EUA-Irã e crise na Líbia
Cotações recuam com sinais diplomáticos entre Washington e Teerã e bloqueios que reduziram a produção de petróleo na Líbia em 130 mil barris/dia.
Pontos principais
- O petróleo Brent caiu 1,09%, para US$ 99,25, e o WTI recuou 2%, a US$ 90,52.
- O presidente Donald Trump classificou como produtivas as negociações entre EUA e Irã na ONU.
- Protestos da Guarda de Instalações Petrolíferas bloquearam o complexo de Zawiya e o oleoduto de Sharara.
- A estatal líbia NOC alertou para o risco de paralisação total e possível declaração de força maior.
- O governo dos EUA avalia restringir exportações de derivados de petróleo para garantir o abastecimento interno.
Os preços do petróleo registraram queda pelo quinto dia consecutivo nesta terça-feira, influenciados por sinais de distensão diplomática entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump afirmou que delegações dos dois países mantiveram conversas produtivas à margem da Assembleia Geral da ONU, o que trouxe alívio ao mercado. Paralelamente, o G7 pressionou o governo iraniano para que interrompa o apoio aos rebeldes Houthis e cesse os ataques contra embarcações civis no Oriente Médio.
Simultaneamente, a oferta global enfrenta pressão adicional devido a protestos na Líbia, onde integrantes da Guarda de Instalações Petrolíferas bloquearam o complexo de Zawiya e o oleoduto de Sharara. A interrupção reduziu a produção nacional em 130 mil barris por dia, levando a estatal National Oil Corporation a alertar sobre o risco de paralisação total das operações e a possibilidade de declarar força maior. Em meio a esse cenário, o governo americano estuda restringir exportações de derivados, como o diesel, para garantir o abastecimento interno, enquanto o Brent fechou a US$ 99,25 e o WTI a US$ 90,52.
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