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Irã condiciona reabertura de Ormuz a sete exigências enviadas aos EUA

Teerã transmitiu condições via mediadores do Catar; CENTCOM diz ter redirecionado 109 embarcações comerciais no estreito.

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21/09 às 09:00

Pontos principais

  • Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã havia cerca de um mês, disse à Al Jazeera no sábado, 19 de setembro, que Teerã transmitiu suas condições a Washington por mediadores do Catar e aguarda resposta de Trump
  • As condições incluem fim da guerra em todas as frentes, sobretudo no Líbano, e liberação de fundos congelados iranianos na casa dos bilhões
  • Incluem também o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos e de todos os ataques em território iraniano
  • Mohammad Bagher Ghalibaf disse ao parlamento em 20 de setembro que não haverá 'abertura' de Ormuz até que as sete condições sejam atendidas
  • O CENTCOM disse em 20 de setembro ter redirecionado 109 embarcações comerciais 'para garantir conformidade total' na via marítima
  • O Joint Maritime Information Center registrou quatro petroleiros atingidos ou abordados perto do Estreito na semana anterior, entre eles o MT TREND e o STL STEADFAST
  • As exportações de petróleo do Irã caíram de cerca de 2 milhões de barris por dia antes da guerra para 220.000 a 255.000 em agosto
  • O analista David Des Roches, ex-diretor de Assuntos da Península Arábica no Pentágono, disse à Al Jazeera que o abandono da exigência anterior de reparações de guerra pelo Irã é sinal de que sua posição pode ter mudado
  • Rezaei disse que o Irã não decidiu se retirar do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, apesar de ter motivos para isso após os ataques dos EUA e de Israel, e que segue a fatwa do ex-líder supremo Khamenei contra armas nucleares, embora 'não saiba o que vai acontecer no futuro'
  • Rezaei disse que o Irã testou recentemente um míssil antinavio de múltiplas ogivas perto de uma embarcação ou porta-aviões dos EUA, e que o planejamento militar iraniano agora mira ativos navais americanos do Golfo ao mar de Omã e ao mar Arábico

Ghalibaf argumentou que o Irã precisa "lutar e negociar" ao mesmo tempo. O comando militar conjunto iraniano Khatam al-Anbiya disse no domingo ter informação de que Washington preparava a retomada de ações contra o Irã, com aprovação de alguns países da região, em uma reunião na Europa, e advertiu que Estados que apoiarem um ataque americano serão tratados como partes do conflito.

O conflito está no sétimo mês desde que ataques dos EUA e de Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro, matando o então líder supremo Ali Khamenei. O Paquistão enviou o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, a Teerã no domingo, atuando como um segundo mediador, e Trump deve discutir a guerra com líderes de seis Estados do Golfo em Nova York nesta semana. Rezaei disse à Al Jazeera que "em termos práticos, a guerra ainda está em curso", mas que Teerã busca encerrá-la o quanto antes.

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