EUA atacam pontes no Irã e Teerã prepara houthis para fechar o Mar Vermelho
Sexta noite seguida de ataques mata pelo menos sete em Bandar-e Khamir; o Brent subiu para perto de US$85, alta de quase 12% na semana.
Pontos principais
- Os EUA ampliaram a campanha de ataques aéreos contra o Irã na madrugada de sexta-feira, 17 de julho, atingindo pontes.
- Um ataque à ponte de Bandar-e Khamir, na província de Hormozgan, matou pelo menos sete pessoas e feriu nove, segundo a agência iraniana Fars.
- Foi a sexta noite consecutiva de ataques; autoridades iranianas dizem que os ataques de julho mataram mais de 35 pessoas e feriram mais de 300.
- O Irã retaliou na quinta-feira com mísseis e drones contra Bahrein, Jordânia e Kuwait, mirando seis bases ligadas aos EUA.
- O Irã pediu ao movimento houthi do Iêmen que fique pronto para fechar a rota de exportação de petróleo do Mar Vermelho, disseram três fontes à Reuters.
- O Brent subiu cerca de 1,25% na sexta-feira, para perto de US$85 o barril, e o WTI cerca de 1,3%, para US$80; ambos acumulam alta de quase 12% na semana.
- Sete embarcações passaram pelo Estreito de Ormuz na quarta-feira, contra 13 no dia anterior, após a reimposição do bloqueio naval americano.
O Comando Central dos EUA disse que a última onda começou às 18h GMT de quinta-feira e descreveu a operação como esforço para "degradar ainda mais as capacidades militares iranianas". Os ataques fazem parte da ameaça do presidente Donald Trump de atingir infraestrutura para pressionar Teerã sobre o Estreito de Ormuz. Militares americanos também dispararam um míssil Hellfire contra a chaminé do petroleiro Belma, de bandeira de Curaçao, perto da Ilha de Kharg — principal terminal de exportação de petróleo do Irã no Golfo Pérsico — depois que o navio ignorou múltiplos avisos.
O pedido iraniano aos houthis é condicionado a um ataque americano à infraestrutura elétrica do país, e o mercado leu o recado. "Com o Estreito de Ormuz já fechado, essa ameaça eleva o risco sério de que as duas principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio sejam interrompidas ao mesmo tempo", disse Alex Hodes, diretor de estratégia de mercado de energia da corretora StoneX. Antes da guerra, o estreito movimentava cerca de um quinto do comércio diário global de petróleo e GNL.
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