Irã ameaça resposta mais severa após ataques dos EUA a petroleiros
O negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf declarou o fim das respostas proporcionais após forças americanas destruírem petroleiros no Golfo Pérsico.
Pontos principais
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a era das respostas proporcionais do Irã chegou ao fim.
- A ameaça ocorre após o Comando Central dos EUA confirmar ataques contra três petroleiros iranianos em retaliação a disparos contra navios americanos.
- O governo iraniano anunciou a criação de uma 'zona proibida' nas proximidades do Estreito de Ormuz para restringir a navegação na região.
- O Irã alega ter abatido um balão de vigilância dos EUA sobre Erbil, no Iraque, elevando a tensão militar.
- O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, sugeriu que o governo pode priorizar a destruição da capacidade nuclear iraniana em vez de um acordo.
- O conflito entre os dois países ocorre de forma intermitente desde fevereiro de 2026, afetando rotas estratégicas de petróleo.
O governo do Irã elevou o tom contra os Estados Unidos após uma nova escalada de confrontos militares no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. Em declaração oficial, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a era das respostas proporcionais chegou ao fim. Segundo Ghalibaf, qualquer nova agressão aos interesses iranianos será respondida de forma 'mais rápida, mais pesada e mais dolorosa', classificando as recentes ofensivas iranianas como apenas o início de uma nova postura estratégica. A declaração ocorre após o Comando Central dos EUA confirmar a destruição de três petroleiros iranianos, ação descrita por Washington como retaliação ao lançamento de mísseis contra navios da Marinha americana. Paralelamente, Teerã anunciou a criação de uma 'zona proibida' próxima ao Estreito de Ormuz, ameaçando sancionar embarcações que ingressem na área delimitada. O cenário de instabilidade é agravado pela pressão econômica interna no Irã, que enfrenta alta inflação e sanções severas impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, incluindo restrições a bancos e entidades acusadas de financiar a Guarda Revolucionária. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, indicou que o governo americano pode abandonar a via diplomática para focar na neutralização da capacidade nuclear iraniana, caso o conflito militar continue a se intensificar. A situação regional tem sido objeto de consultas diplomáticas entre o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e representantes da Arábia Saudita e da Turquia, visando discutir a segurança das rotas de transporte de petróleo. O conflito, que teve início em fevereiro de 2026, mantém o mercado global em alerta devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz para o fluxo de energia.
