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Enviados de Trump se reúnem com Putin e Zelensky para retomar negociações

Segundo a transcrição do Kremlin, Putin recebeu Kushner e Witkoff em Moscou e disse ter ordenado a suspensão dos ataques a Kiev durante a visita dos enviados.

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Foto: G1 Mundo
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07/09 às 08:01, atualizado 10:15

Pontos principais

  • Jared Kushner e Steve Witkoff visitaram Moscou e Kyiv para tentar reativar as negociações de paz.
  • Segundo a transcrição do Kremlin, o encontro com Putin em Moscou começou na noite de 5 de setembro e contou com o assessor Yury Ushakov e o enviado especial Kirill Dmitriev.
  • Putin disse ter ordenado, desde a meia-noite de 5 de setembro, a suspensão dos ataques a Kiev, após pedido recebido por canais de inteligência e do Ministério das Relações Exteriores.
  • Putin afirmou que a Ucrânia também reduziu em uma ordem de grandeza os ataques ao território russo, incluindo Moscou, mas que a Rússia não aderiu formalmente à trégua ampla de três dias proposta por Kiev.
  • Witkoff agradeceu a Putin por permitir que o americano Bob Gilman voltasse para casa e por garantir a segurança da viagem dos enviados a Moscou e depois a Kiev.
  • Em Kyiv, a delegação discutiu com Zelensky temas como defesa aérea, tecnologia e apoio para o inverno.
  • Zelensky reforçou que questões territoriais e garantias de segurança permanecem como pontos centrais de impasse.
  • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia não descarta retomar o diálogo com os EUA e a Ucrânia, e que uma conversa telefônica entre Putin e Trump sobre a missão não está descartada.
  • O presidente ucraniano também coordenou reuniões com representantes do E3 para alinhar estratégias de defesa.

Jared Kushner e Steve Witkoff, enviados do presidente Donald Trump, realizaram uma rodada de reuniões em Kyiv e Moscou com o objetivo de buscar o reinício das negociações de paz. Durante a missão, os representantes norte-americanos se reuniram com o presidente Vladimir Putin por mais de três horas na capital russa. Segundo a transcrição oficial do Kremlin, Putin ordenou a suspensão dos ataques a Kiev desde a meia-noite de 5 de setembro, atendendo a um pedido recebido por canais de inteligência e do Ministério das Relações Exteriores, e disse que a Ucrânia reduziu os ataques ao território russo em uma ordem de grandeza, embora a Rússia não tenha aderido à trégua ampla de três dias proposta por Kiev. Em Kyiv, a delegação manteve conversas com o presidente Volodymyr Zelensky, que, além de discutir o impasse diplomático, abordou necessidades urgentes como defesa aérea, cooperação tecnológica e suporte para o inverno. Zelensky reiterou que a integridade territorial e as garantias de segurança internacional seguem como os principais obstáculos para um entendimento definitivo.

Em resposta à movimentação, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia não descarta a retomada das negociações com a Ucrânia e os Estados Unidos. Segundo Peskov, a possibilidade de uma conversa telefônica entre Vladimir Putin e Donald Trump para discutir os desdobramentos da missão permanece em aberto. Paralelamente, o governo ucraniano tem mantido consultas com representantes do E3 (França, Reino Unido e Alemanha) para fortalecer sua posição nas tratativas. Embora os contatos tenham sido estabelecidos, ainda não houve o anúncio de um acordo formal ou de um cronograma para novas rodadas de negociação, mantendo o cenário diplomático em fase de sondagem.

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