EUA criam 162 mil vagas em agosto e reforçam aposta em alta de juros
O mercado de trabalho dos EUA superou expectativas em agosto com 162 mil novas vagas, elevando a probabilidade de aumento nos juros pelo Federal Reserve para 58%.
Pontos principais
- A economia dos EUA adicionou 162 mil vagas não-agrícolas em agosto, superando as estimativas de mercado.
- A taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%, totalizando 7 milhões de desempregados.
- O rendimento médio por hora subiu 0,3%, atingindo US$ 37,75, uma alta de 3,1% em 12 meses.
- A probabilidade de alta dos juros pelo Federal Reserve subiu para 58%, segundo a ferramenta CME FedWatch.
- O rendimento dos títulos do Tesouro de dois anos atingiu o maior nível desde janeiro de 2025.
- O Dow Jones Industrial Average recuou 0,51% após a divulgação dos dados, fechando aos 53.414,25 pontos.
O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou um desempenho significativamente mais forte do que o esperado em agosto, conforme dados divulgados pelo Bureau of Labor Statistics. A economia norte-americana adicionou 162 mil vagas não-agrícolas, um volume que superou as projeções de analistas e ficou bem acima da média mensal de 31 mil postos observada nos 12 meses anteriores. A taxa de desemprego manteve-se estável em 4,1%, enquanto o rendimento médio por hora subiu 10 centavos, chegando a US$ 37,75, o que representa uma valorização de 3,1% em um período de 12 meses.
O crescimento foi impulsionado majoritariamente pelo setor de serviços de alimentação e bebidas, que adicionou 59 mil vagas, e pela educação do governo local. Em contrapartida, o setor de informação sofreu uma retração de 23 mil postos, impactado por ajustes em infraestrutura de computação, editoras e radiodifusão. Esse cenário de aquecimento trouxe um novo componente de pressão para a política monetária do Federal Reserve, reforçando a tese de que a inflação permanece como um desafio persistente.
A robustez dos números elevou as expectativas de que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) opte por um aumento nas taxas de juros já na reunião de setembro, com a probabilidade de alta atingindo 58% segundo a ferramenta CME FedWatch. A reação do mercado financeiro foi imediata, com o índice Dow Jones Industrial Average recuando 0,51% para 53.414,25 pontos, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de dois anos atingiu o maior nível desde janeiro de 2025. A decisão final da autoridade monetária dependerá agora da análise dos próximos indicadores de inflação, como o PPI e o CPI, que fornecerão uma visão mais clara sobre a trajetória dos preços no país.
