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Economia dos EUA cria 172 mil vagas em maio e supera expectativas

O mercado de trabalho americano gerou 172 mil postos em maio, mantendo o desemprego em 4,3% e reduzindo temores de uma recessão iminente.

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Foto: G1 Mundo
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05/06 às 08:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A economia dos EUA registrou a criação de 172 mil novas vagas fora do setor agrícola em maio, superando a previsão de 85 mil.
  • A taxa de desemprego manteve-se estável em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo, demonstrando resiliência sob a gestão de Donald Trump.
  • Setores de lazer, hotelaria, governo local e saúde lideraram as contratações, com destaque para 70 mil vagas no setor de hospitalidade.
  • Dados de março e abril foram revisados para cima, com um acréscimo total de 93 mil vagas ao histórico recente.
  • O salário médio por hora avançou 0,3%, mas permanece defasado em relação à inflação, pressionando o poder de compra.
  • Analistas indicam que a robustez do mercado de trabalho reduz significativamente os riscos de uma recessão no curto prazo.
  • A inflação nos EUA enfrenta pressões adicionais decorrentes do cenário de conflito envolvendo o Irã.
  • O desempenho do mercado laboral leva o mercado a precificar um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros até o final de 2026.
  • Especialistas apontam que a resiliência econômica é um indicador positivo, apesar dos desafios geopolíticos persistentes.

O mercado de trabalho dos Estados Unidos apresentou um desempenho superior ao esperado em maio, com a criação de 172 mil vagas fora do setor agrícola. O dado, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics, superou as estimativas de mercado, sugerindo que a economia mantém resiliência sob a gestão do presidente Donald Trump, mesmo diante de um cenário global complexo. Enquanto setores como lazer, saúde e governo local impulsionaram as contratações, áreas como tecnologia e finanças adotaram cautela. Um destaque específico foi o setor de hospitalidade, que registrou um aumento de 70 mil vagas, possivelmente impulsionado por contratações sazonais ligadas à Copa do Mundo. Além do resultado mensal, o Departamento do Trabalho revisou para cima os números de março e abril, adicionando 93 mil vagas ao histórico recente. O salário médio por hora avançou 0,3%, atingindo US$ 37,53, embora o crescimento salarial ainda enfrente dificuldades para acompanhar o ritmo da inflação. Este aquecimento ocorre em um momento em que a economia americana é pressionada por fatores externos, incluindo o conflito envolvendo o Irã, o que complica a trajetória da política monetária. Com o mercado de trabalho mostrando força, analistas descartam cortes nas taxas de juros no curto prazo, mantendo o foco da autoridade monetária na estabilidade de preços. A economista-chefe do RBC, Frances Donald, destacou que a inflação começa a superar o crescimento dos salários, um fator que adiciona complexidade à análise do Federal Reserve sobre o custo de vida e o consumo das famílias. Com a taxa de desemprego estável em 4,3% pelo terceiro mês consecutivo, o Fed segue avaliando esses indicadores para definir os próximos passos da economia. O mercado financeiro reagiu à perspectiva de manutenção dos juros em patamares restritivos, precificando um aumento de 0,25 ponto percentual até o final de 2026. O equilíbrio entre a robustez do mercado laboral e a necessidade de controlar a inflação, agravada por tensões geopolíticas, permanece como o principal desafio para a política econômica nos próximos meses. A superação das expectativas de contratação sinaliza, segundo especialistas, o fim de um período de estagnação que preocupava investidores no início do ano e reduz os temores de uma recessão iminente.

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