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Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Foz do Amazonas

O Ibama concedeu licença para a perfuração de poços exploratórios no bloco FZA-M-59, visando avaliar a viabilidade comercial de petróleo na região.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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04/09 às 12:02, atualizado 18:16

Pontos principais

  • A autorização permite a perfuração dos poços Manga, PAD Morpho e Crotalus, localizados em águas ultraprofundas do Amapá.
  • A decisão foi assinada pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, na última quinta-feira (03).
  • A Petrobras tem um prazo de 30 dias para apresentar um cronograma atualizado do projeto ao órgão ambiental.
  • A licença impõe restrições operacionais, como a proibição de atividades simultâneas e regras para o descarte de cascalhos no mar.
  • A exploração na Margem Equatorial é considerada estratégica pela estatal para a expansão de suas reservas.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, celebrou a decisão como um passo relevante para o desenvolvimento energético do Amapá.
  • A Petrobras estima que, caso a viabilidade comercial seja confirmada, a produção na área poderá iniciar em até sete anos.

O Ibama autorizou a Petrobras a realizar a perfuração de três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, conforme documento assinado pelo presidente do órgão, Jair Schmitt, na última quinta-feira (03). A medida, que retifica a Licença de Operação nº 1684, contempla os poços identificados como Manga, PAD Morpho e Crotalus, situados no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas ao largo do litoral do Amapá. A estatal deverá submeter um cronograma atualizado das operações ao órgão ambiental em até 30 dias após o recebimento da licença. Esta etapa é fundamental para que a Petrobras possa dimensionar a descoberta de petróleo confirmada no poço Morpho em agosto passado. A exploração na Margem Equatorial é vista como uma das principais apostas da companhia para o futuro de sua produção, embora o projeto envolva desafios técnicos e debates sobre impactos ambientais na região. Para mitigar riscos, a licença estabelece diretrizes rígidas, incluindo a proibição de operações simultâneas entre as unidades de perfuração e protocolos específicos para o descarte de resíduos no ambiente marinho. A decisão foi recebida com otimismo por lideranças políticas locais. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manifestou apoio à autorização, classificando o ato como um passo relevante para avaliar o potencial energético da costa amapaense e fomentar o desenvolvimento regional. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia indicado anteriormente que, uma vez confirmada a viabilidade comercial dos novos poços, o cronograma para o início da produção na região poderia ser consolidado em um horizonte de sete anos. A estatal segue monitorando os dados geológicos para definir os próximos passos de investimento na área.

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