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Petrobras encontra indícios de petróleo na Foz do Amazonas

A estatal identificou hidrocarbonetos no poço Morpho, na Margem Equatorial, em um passo estratégico que pode viabilizar a produção comercial na região em até sete anos.

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Foto: G1 Política
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15/08 às 09:01 · atualizado 17:01

Pontos principais

  • A descoberta ocorreu no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá, em profundidade de 2.886 metros.
  • O poço exploratório Morpho é o primeiro a apresentar sinais de óleo na Margem Equatorial sob a gestão atual.
  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, estima que a produção comercial possa iniciar em um prazo de seis a sete anos.
  • A companhia solicitou ao Ibama autorização para perfurar outros três poços no mesmo bloco para delimitar a reserva.
  • A perfuração do poço Morpho foi autorizada em outubro de 2025, após um longo processo de licenciamento ambiental.
  • A descoberta ainda não possui caráter comercial, dependendo de novos estudos técnicos e de viabilidade econômica.
  • O projeto é considerado uma prioridade estratégica para a reposição de reservas de petróleo da estatal.
  • Autoridades locais, como o governador do Amapá, celebraram o achado como um marco para o desenvolvimento regional.
  • A exploração na região enfrenta resistência de grupos ambientais devido à sensibilidade ecológica da Foz do Amazonas.

A Petrobras confirmou a identificação de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas. A descoberta marca um avanço significativo na exploração da Margem Equatorial brasileira, uma área considerada a principal fronteira energética da companhia para a reposição de suas reservas. A perfuração, realizada a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, ocorre sob uma lâmina d'água de quase 3 mil metros, exigindo tecnologia de ponta e rigorosos protocolos de segurança.

Embora o resultado seja visto como promissor, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou que o achado ainda não possui caráter comercial confirmado. Para dimensionar o volume da reserva e atestar sua viabilidade econômica, a estatal já solicitou ao Ibama a autorização para perfurar outros três poços na mesma região. A expectativa da companhia é que, caso as próximas etapas confirmem o potencial da área, a produção comercial possa ser iniciada em um horizonte de seis a sete anos.

O projeto na Margem Equatorial é alvo de intensos debates entre o setor produtivo e organizações ambientais. Enquanto lideranças políticas do Norte do país, como o governador do Amapá, Clécio Luís, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, classificam a descoberta como um motor para o desenvolvimento econômico e a geração de empregos, ambientalistas alertam para os riscos aos ecossistemas locais, incluindo manguezais e espécies marinhas. A exploração, autorizada pelo Ibama em 2025 após anos de negociações, segue sob monitoramento constante dos órgãos reguladores para garantir o cumprimento das exigências ambientais.

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