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Petrobras identifica indícios de petróleo na Foz do Amazonas

A estatal encontrou sinais de hidrocarbonetos no poço Morpho, na Margem Equatorial, e planeja ampliar a exploração na região.

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Foto: InfoMoney
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15/08 às 09:01 · atualizado 11:02

Pontos principais

  • A descoberta ocorreu no poço exploratório Morpho, situado a 175 km da costa do Amapá, em profundidade de 2.886 metros.
  • A Petrobras solicitou ao Ibama autorização para perfurar mais três poços no bloco FZA-M-59 para delimitar a reserva.
  • A Margem Equatorial é considerada a principal fronteira estratégica da estatal para a reposição de reservas de petróleo.
  • O projeto enfrenta resistência de grupos ambientais e lideranças indígenas devido aos riscos ecológicos na região.
  • A exploração na área é uma prioridade do governo, embora dependa de rigoroso licenciamento ambiental do Ibama.

A Petrobras confirmou a identificação de indícios de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas. A descoberta, situada no bloco FZA-M-59, marca um avanço significativo na exploração da Margem Equatorial brasileira, região vista pela companhia como a principal fronteira para ampliar as reservas nacionais de petróleo. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, a descoberta ainda não possui caráter comercial confirmado, sendo necessária a delimitação da reserva antes de qualquer plano de desenvolvimento. Para isso, a empresa já solicitou ao Ibama a autorização para a perfuração de mais três poços na área, com previsão de conclusão dos trabalhos atuais entre o final de agosto e o início de setembro.

O projeto, contudo, permanece sob intenso debate. Embora seja tratado como uma prioridade estratégica pelo governo, a exploração na Foz do Amazonas enfrenta forte oposição de organizações ambientais e comunidades locais, como as de Oiapoque, que apontam riscos à biodiversidade marinha e impactos socioeconômicos, como a ocupação desordenada. A continuidade das atividades depende da manutenção das licenças ambientais concedidas pelo Ibama em 2025, que impõe exigências rigorosas para a operação em uma das áreas ecologicamente mais sensíveis do país.

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