MPF questiona Ibama sobre novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas
O Ministério Público Federal solicitou esclarecimentos ao Ibama sobre a perfuração de três poços exploratórios não previstos na licença atual.
Pontos principais
- O MPF investiga a inclusão dos poços Manga, PAD Morpho e Crotalus no plano de exploração da Petrobras.
- Procuradores alegam que as novas atividades excedem o escopo da licença operacional vigente.
- O órgão ministerial aponta a necessidade de nova análise de impacto ambiental sobre comunidades e ecossistemas.
- O Ibama possui um prazo de cinco dias para responder aos questionamentos do Ministério Público.
- A Petrobras afirma que cumpre as exigências legais e destaca a importância estratégica para a reposição de reservas.
O Ministério Público Federal (MPF) enviou um pedido de esclarecimentos ao Ibama referente aos planos da Petrobras para a perfuração de três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo os procuradores, a inclusão das unidades Manga, PAD Morpho e Crotalus não constava na licença operacional concedida anteriormente, o que exigiria uma nova avaliação dos impactos ambientais e sociais na região. O órgão ministerial argumenta que a ampliação das atividades altera a intensidade dos riscos sobre o ecossistema local e as comunidades tradicionais. O Ibama tem agora um prazo de cinco dias para prestar as informações solicitadas. Em nota, a Petrobras defendeu a regularidade de suas operações, ressaltando que o projeto é fundamental para a reposição de reservas de petróleo e que a estatal segue rigorosamente as exigências regulatórias vigentes para a exploração na área.
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