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MPF questiona Ibama sobre novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas

O Ministério Público Federal solicitou esclarecimentos ao Ibama sobre a perfuração de três poços exploratórios não previstos na licença original.

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Foto: Times Brasil
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18/08 às 10:15, atualizado 19/08 às 07:37

Pontos principais

  • O MPF investiga a legalidade da inclusão dos poços Manga, PAD Morpho e Crotalus na campanha exploratória da Petrobras.
  • Procuradores argumentam que a ampliação das atividades exige nova análise de impacto ambiental e afeta comunidades tradicionais.
  • O Ibama recebeu um prazo de cinco dias para responder aos questionamentos sobre os limites da licença operacional vigente.
  • A Petrobras defende que cumpre as exigências regulatórias e destaca a importância estratégica da exploração para a reposição de reservas.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou um pedido de esclarecimentos ao Ibama a respeito da intenção da Petrobras de perfurar três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas. Segundo os procuradores, a inclusão das unidades Manga, PAD Morpho e Crotalus não estava prevista na licença operacional concedida anteriormente, o que demandaria uma nova avaliação de impacto ambiental antes do início das operações. O órgão ministerial sustenta que a ampliação das atividades na região pode intensificar os riscos ao ecossistema local e às comunidades tradicionais, exigindo maior rigor na fiscalização.

A solicitação ocorre em meio à campanha exploratória da estatal na Margem Equatorial, que já soma investimentos de US$ 3 bilhões. Recentemente, a Petrobras confirmou a presença de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, embora tenha ressaltado que a viabilidade comercial e o volume recuperável ainda dependem de avaliações técnicas adicionais. Enquanto a estatal defende a exploração como um pilar estratégico para a reposição de reservas nacionais de petróleo e gás, o Ibama tem agora cinco dias para responder aos questionamentos do MPF sobre a conformidade das novas perfurações com as normas ambientais vigentes.

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