Petrobras identifica indícios de petróleo na Foz do Amazonas
A estatal confirmou a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, a 175 km da costa do Amapá, em uma área estratégica para a recomposição de reservas.
Pontos principais
- A descoberta ocorreu no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59.
- O local está situado em águas ultraprofundas, a 2.886 metros de profundidade.
- A distância da costa do Amapá é de aproximadamente 175 quilômetros.
- A presença de hidrocarbonetos foi confirmada por perfis elétricos e amostras de rochas.
- A Petrobras detém 100% de participação no bloco, adquirido em 2013.
- A empresa ressaltou que a descoberta ainda não confirma a viabilidade comercial da reserva.
- A Margem Equatorial é uma prioridade estratégica com investimentos previstos de US$ 2,5 bilhões.
A Petrobras anunciou a identificação de indícios de petróleo e gás natural no poço exploratório Morpho, situado na Bacia da Foz do Amazonas. Esta é a primeira descoberta do tipo realizada pela estatal na região, que faz parte da Margem Equatorial brasileira. A confirmação foi obtida por meio de análises geológicas, incluindo perfis elétricos e amostras de rochas coletadas a 2.886 metros de profundidade, em uma área localizada a 175 quilômetros da costa do Amapá. O bloco FZA-M-59, onde a perfuração ocorre, foi arrematado pela companhia em 2013. Apesar do resultado positivo, a Petrobras enfatizou que a descoberta não garante, neste momento, a existência de uma reserva comercialmente viável. As operações de perfuração continuam em andamento para avaliar a extensão do achado e o volume de recursos presentes no local. A presidente da estatal, Magda Chambriard, destacou que o sucesso na exploração desta fronteira é fundamental para a estratégia de recomposição de reservas da empresa e para a segurança energética do país. A região da Foz do Amazonas é considerada uma das áreas de maior potencial exploratório para a companhia, que planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial nos próximos cinco anos, com a previsão de perfurar até 15 novos poços até 2030. O projeto, contudo, é acompanhado de perto por órgãos reguladores e pela sociedade civil devido à sensibilidade ambiental do ecossistema local, o que torna a viabilidade econômica e operacional do bloco um tema central para a Petrobras.
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