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Petrobras identifica indícios de petróleo na bacia da Foz do Amazonas

A estatal confirmou a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, a 175 km da costa do Amapá, marcando o primeiro achado exploratório da empresa na região.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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14/08 às 19:31 · atualizado 15/08 às 00:32

Pontos principais

  • A descoberta ocorreu no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59.
  • O poço está situado em águas ultraprofundas, com lâmina d'água de 2.886 metros.
  • A localização da prospecção fica a 175 quilômetros da costa do Amapá.
  • A presença de hidrocarbonetos foi confirmada por perfis elétricos e amostras de rochas.
  • A Petrobras detém 100% de participação no bloco, adquirido em 2013.
  • A estatal ainda não confirmou a existência de uma reserva comercialmente viável.
  • Atividades de perfuração continuam para avaliar o volume e o potencial econômico.
  • A Margem Equatorial é considerada uma fronteira estratégica para a reposição de reservas.
  • O projeto é alvo de debates sobre riscos ambientais em ecossistemas sensíveis.
  • A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a relevância para a segurança energética.

A Petrobras anunciou a identificação de indícios de petróleo e gás natural no poço exploratório Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na bacia da Foz do Amazonas. Esta é a primeira descoberta de hidrocarbonetos realizada pela estatal na região, situada a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. A confirmação foi obtida por meio de análises de perfis elétricos e amostras de rochas coletadas em uma lâmina d'água de 2.886 metros, reforçando o potencial geológico da área para a companhia. Apesar do marco técnico, a Petrobras enfatizou que a descoberta não garante, neste momento, a viabilidade comercial da reserva. As operações de perfuração seguem em andamento para coletar dados adicionais que permitam avaliar o volume de recursos e a extensão do achado. A empresa ressaltou que todas as atividades de prospecção na região respeitam os protocolos de segurança operacional e as normas ambientais vigentes. A exploração na Margem Equatorial brasileira é tratada como uma prioridade estratégica pela estatal, que planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões na região nos próximos cinco anos. O objetivo central é a recomposição de reservas e o fortalecimento da soberania energética do país. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reiterou a importância do projeto para o futuro da companhia, enquanto lideranças políticas, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, celebraram o achado como um possível vetor de desenvolvimento econômico para o Amapá. O projeto, contudo, permanece sob intenso escrutínio público e ambiental. Críticos e especialistas apontam que a exploração em águas ultraprofundas na Foz do Amazonas apresenta desafios técnicos complexos e riscos potenciais a ecossistemas sensíveis, como recifes de corais e manguezais. Enquanto a estatal defende a necessidade de novas fronteiras exploratórias, o licenciamento ambiental para a continuidade das atividades na região continua sendo um dos temas mais sensíveis e debatidos no setor de óleo e gás brasileiro.

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