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Uber demite 3.300 funcionários em reestruturação global

A Uber anunciou o corte de 10% de sua força de trabalho global para simplificar a hierarquia, reduzir a burocracia e realocar investimentos.

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Foto: G1 - Economia
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02/09 às 09:01, atualizado 03/09 às 08:40

Pontos principais

  • A Uber demitirá cerca de 3.300 funcionários, o que representa 10% de seu quadro global.
  • O CEO Dara Khosrowshahi afirmou que a reestruturação visa reduzir camadas de gestão e eliminar a burocracia excessiva.
  • A empresa planeja reduzir em 20% o número de cargos de gerência e cortar pela metade as chamadas micro-equipes.
  • A companhia unificará departamentos de entrega para otimizar operações e reduzir custos.
  • Apenas 1% dos funcionários da empresa poderão atuar em regime 100% remoto após a mudança na política de trabalho.
  • Os recursos economizados serão redirecionados para setores estratégicos como transporte, entregas e robotáxis.
  • A Uber pretende investir mais de US$ 10 bilhões em parcerias para o desenvolvimento de veículos autônomos nos próximos anos.
  • Esta é a maior rodada de demissões na companhia desde maio de 2020.
  • As ações da empresa registraram alta de 2% no pré-mercado da Bolsa de Nova York após o anúncio da reestruturação.

A Uber Technologies anunciou uma reestruturação organizacional abrangente que resultará na demissão de aproximadamente 3.300 funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. A decisão, comunicada pelo CEO Dara Khosrowshahi, busca adequar a estrutura da empresa à sua escala atual, eliminando camadas hierárquicas que, segundo a gestão, tornaram-se excessivas e prejudiciais à agilidade na tomada de decisões. O plano prevê uma redução de 20% nos cargos de gerência e a consolidação de equipes, visando simplificar a operação interna. Além do corte de pessoal, a empresa passará por uma mudança significativa em sua política de trabalho. A Uber concentrará suas operações em polos como Nova York e São Francisco, restringindo o trabalho 100% remoto a apenas 1% do quadro de colaboradores. A medida reflete um esforço para aumentar a colaboração presencial e reduzir a complexidade organizacional que se acumulou ao longo de anos de expansão acelerada. Segundo Khosrowshahi, a reestruturação não está relacionada ao avanço da inteligência artificial, mas sim à necessidade de eficiência operacional. O capital liberado com a redução de custos e a simplificação da estrutura será reinvestido em áreas estratégicas prioritárias para a companhia: transporte por aplicativo, serviços de entrega e o desenvolvimento de tecnologias de robotáxis. A empresa mantém uma meta ambiciosa de investir mais de US$ 10 bilhões em parcerias de veículos autônomos nos próximos anos, posicionando-se para competir diretamente com players como Waymo e Tesla. O mercado reagiu positivamente ao anúncio, com as ações da Uber registrando uma valorização de 2% no pré-mercado da Bolsa de Nova York. A movimentação ocorre em um cenário de crescente concorrência no setor de mobilidade e logística, onde a eficiência de custos tornou-se um diferencial competitivo fundamental para a sustentabilidade do modelo de negócios da startup.

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