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Anac suspende operações da Total Linhas Aéreas por falhas de segurança

A Decisão nº 755 da Anac suspendeu por tempo indeterminado, a partir de 1º de setembro, o Certificado de Operador Aéreo da Total Linhas Aéreas, que presta transporte de cargas aos Correios.

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Foto: Times Brasil
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02/09 às 12:02, atualizado 19:32

Pontos principais

  • A Decisão nº 755, de 1º de setembro de 2026, suspendeu integralmente as operações vinculadas ao Certificado de Operador Aéreo (COA nº 1996-08-0TTL-01-02/ANAC) da Total Linhas Aéreas S.A. (CNPJ 32.068.363/0001-55).
  • A medida foi deliberada pela Diretoria Colegiada da Anac em 31 de agosto, tem caráter cautelar e vigora por prazo indeterminado desde 1º de setembro.
  • A suspensão decorre de não conformidades de nível crítico e alto em aeronavegabilidade continuada, segurança operacional e segurança da aviação civil contra interferência ilícita, apontadas pelas Superintendências de Padrões Operacionais e de Infraestrutura Aeroportuária.
  • Para retomar os voos, a empresa deve recompor o quadro de administração exigido pelo art. 119.65(a) do RBAC nº 119, com validação dos novos gestores pela Anac.
  • A Anac também condiciona o fim da suspensão à efetividade do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) e do Sistema de Análise e Supervisão Continuada (SASC), à regularização dos controles de aeronavegabilidade e a auditorias com resultado satisfatório.
  • Os Correios, que contratam a Total Linhas Aéreas para transporte de cargas, acionaram plano de contingência para redistribuir encomendas entre outros operadores.
  • A decisão foi assinada por Tiago Chagas Faierstein, diretor-presidente da Anac.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu integralmente e por tempo indeterminado as operações do Certificado de Operador Aéreo da Total Linhas Aéreas S.A. A medida está na Decisão nº 755, deliberada pela Diretoria Colegiada em 31 de agosto e em vigor desde 1º de setembro de 2026, assinada pelo diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein. A suspensão é cautelar e decorre de não conformidades de nível crítico e alto em aeronavegabilidade continuada, segurança operacional e segurança da aviação civil contra interferência ilícita, apontadas pelas Superintendências de Padrões Operacionais e de Infraestrutura Aeroportuária da agência.

Para retomar os voos, a empresa precisa sanar as falhas, recompor o quadro de administração exigido pelo RBAC nº 119 (com validação dos gestores pela Anac) e comprovar a efetividade do Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO) e do Sistema de Análise e Supervisão Continuada (SASC). A Anac também exige regularização dos controles de aeronavegabilidade, adequação dos processos internos de tratamento de riscos e auditorias com resultado satisfatório.

Como a empresa presta transporte de cargas aos Correios, a estatal acionou plano de contingência para redistribuir encomendas entre outros operadores e evitar prejuízos logísticos.

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