Correios suspendem reestruturação e fechamento de agências
A estatal interrompeu medidas de reestruturação até julho para negociar com sindicatos e evitar greves.
Pontos principais
- A suspensão das medidas de reestruturação permanecerá em vigor até o dia 31 de julho.
- Foram interrompidos o fechamento de agências, a retirada de gratificações e a implementação de novos sistemas.
- A decisão busca abrir espaço para negociações com sindicatos sobre o plano 2026-2027.
- O plano de recuperação da empresa prevê um aporte total de R$ 20 bilhões para buscar o equilíbrio financeiro.
Os Correios decidiram suspender temporariamente partes críticas de seu plano de reestruturação, incluindo o fechamento de unidades e alterações em gratificações de funcionários. A medida, que vigora até 31 de julho, foi adotada após pressão sindical e o risco iminente de greve. O objetivo da estatal é estabelecer uma mesa de negociação com as entidades representativas para discutir o plano estratégico 2026-2027 em um ambiente de maior estabilidade. A empresa busca alcançar o equilíbrio financeiro e evitar a privatização, contando com um plano de recuperação que prevê R$ 20 bilhões em aportes, dos quais R$ 12 bilhões já foram obtidos por meio de empréstimos. A paralisação das mudanças operacionais reflete a necessidade da companhia de conciliar a austeridade fiscal com a manutenção da paz social entre seu quadro de colaboradores.
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