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Correios suspendem parte da reestruturação após ameaça de greve

A estatal adiou o fechamento de agências e cortes de gratificações até julho de 2026 para abrir negociações com sindicatos e evitar uma paralisação nacional.

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Foto: G1 Política
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09/07 às 10:34 · atualizado há 8d

Pontos principais

  • A suspensão temporária das medidas de reestruturação vale até o dia 31 de julho de 2026.
  • As ações interrompidas incluem o fechamento de agências, cortes de gratificações e mudanças na distribuição.
  • A decisão foi uma resposta direta à pressão sindical e à ameaça de greve dos funcionários.
  • Uma mesa de negociação será instalada com mediação da Secretaria-Geral da Presidência da República.
  • A empresa busca reverter um prejuízo de R$ 3,1 bilhões registrado no primeiro trimestre de 2026.
  • A estatal negocia um empréstimo de R$ 7 bilhões para tentar equilibrar suas contas.
  • Outras medidas do plano, como a venda de ativos e imóveis, seguem em execução pela companhia.

A direção dos Correios anunciou a suspensão temporária de pontos críticos do seu Plano de Reestruturação 2026-2027, incluindo o fechamento de agências e a retirada de gratificações de funcionários. A medida, que permanecerá em vigor até 31 de julho de 2026, foi adotada como uma estratégia para conter a ameaça de uma greve nacional da categoria e viabilizar a abertura de mesas de negociação mediadas pela Secretaria-Geral da Presidência da República. O diálogo com os sindicatos ocorrerá paralelamente às discussões sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

A decisão ocorre em um momento de grave crise financeira para a estatal, que acumulou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e um déficit adicional de R$ 3,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2026. Para tentar reverter o cenário de desequilíbrio fiscal, a empresa busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. Embora tenha recuado em pontos específicos da reestruturação para evitar a paralisação dos serviços postais, a administração dos Correios mantém em vigor outras frentes de contenção de despesas, como a venda de imóveis e o planejamento de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), visando a otimização de seus ativos e a redução de custos operacionais a longo prazo.

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