Brasil busca atrair investimentos bilionários para data centers
Governo articula incentivos fiscais e o projeto Rio AI City para tornar o país um hub global de infraestrutura de dados e computação em nuvem.
Pontos principais
- O projeto Rio AI City, orçado em US$ 65 bilhões, aguarda aprovação legislativa no Senado.
- O Redata propõe suspensão de impostos federais sobre equipamentos por cinco anos.
- Estudo da FGV aponta que o Redata pode reduzir a diferença de custo de instalação em relação aos EUA de 27% para 18%.
- Empresas beneficiadas deverão utilizar energia renovável e investir 2% do valor dos equipamentos no Brasil.
- A abundância de energia limpa é vista como vantagem competitiva frente à resistência política enfrentada pelo setor nos EUA.
Enquanto o setor de data centers enfrenta barreiras políticas nos Estados Unidos, o Brasil articula uma estratégia agressiva para atrair investimentos globais de infraestrutura tecnológica. O governo federal busca viabilizar o projeto Rio AI City, avaliado em US$ 65 bilhões, e avança com o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata). A proposta prevê a suspensão de impostos federais como PIS, Cofins e IPI sobre equipamentos, visando diminuir o custo de instalação, que hoje é 27% superior ao americano. Para garantir a competitividade, o programa exige que as empresas utilizem fontes de energia renovável e destinem parte da capacidade ao mercado interno. Embora o cenário seja promissor, especialistas alertam que a atração de capital ainda depende de ajustes na tributação estadual de ICMS e da mitigação de incertezas geradas por tarifas comerciais impostas pelo governo de Donald Trump.
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