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Restrições a data centers nos EUA podem atrair US$ 500 bi ao Brasil

O aumento de barreiras regulatórias para data centers nos EUA abre oportunidade para o Brasil captar até US$ 500 bilhões em investimentos no setor.

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Foto: Pipeline Valor
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05/11 às 15:15

Pontos principais

  • Candidatos em 34 estados americanos propõem restrições ambientais e moratórias a novos data centers.
  • Nova York suspendeu por um ano a construção de grandes centros de processamento de IA.
  • O Brasil tem potencial para elevar sua capacidade de 700 MW para 15 GW com energia renovável.
  • O programa Redata busca desonerar a importação de equipamentos, mas ainda aguarda regulamentação.
  • O Paraguai também disputa investimentos com incentivos fiscais sobre dividendos e lucros.

O cenário regulatório nos Estados Unidos tem se tornado um obstáculo para a expansão de data centers, com 34 estados discutindo restrições ambientais e moratórias. O estado de Nova York, por exemplo, proibiu temporariamente novas instalações de grande porte voltadas à inteligência artificial, citando preocupações com o consumo de energia e recursos hídricos. Esse movimento cria uma janela de oportunidade para o Brasil, que possui potencial para ampliar sua capacidade instalada de 700 MW para até 15 GW, impulsionado pela disponibilidade de energia renovável a custos competitivos.

Para atrair parte dos US$ 500 bilhões em investimentos globais previstos, o governo brasileiro aprovou o programa Redata, que visa suspender tributos como PIS/Cofins e IPI na importação de equipamentos, embora a medida ainda dependa de regulamentação. O país enfrenta, contudo, uma concorrência regional acirrada, com o Paraguai oferecendo incentivos fiscais agressivos, como a isenção de impostos sobre dividendos e remessas de lucros para atrair grandes projetos de infraestrutura digital.

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