A Crise dos Correios, iniciada em 2023, reflete a grave situação financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, marcada por déficits crescentes e risco de insuficiência de caixa. Diante de prejuízos bilionários e alertas do Conselho Fiscal, a estatal busca reestruturação, que inclui planos de demissão voluntária, venda de imóveis e parcerias. Atualmente, o Tesouro Nacional aprovou a garantia para um empréstimo de R$ 12 bilhões, aguardando aprovação do Senado, visando assegurar a continuidade das operações e pagamentos.
A Crise dos Correios refere-se à grave situação financeira enfrentada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) a partir de 2023, caracterizada por déficits orçamentários crescentes e risco de insuficiência de caixa. A crise levou a discussões sobre planos de reestruturação, incluindo parcerias e a busca por empréstimos garantidos pelo Tesouro Nacional para assegurar a continuidade das operações e o pagamento de funcionários e fornecedores.
Desde 2023, o Conselho Fiscal dos Correios alertou a diretoria da empresa sobre o risco de falta de dinheiro, solicitando explicações sobre a redução de despesas e geração de receitas. Apesar dos alertas, a situação financeira se deteriorou significativamente, com prejuízos crescentes. Em 2024, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões, e a projeção para 2025 indicava um déficit de até R$ 10 bilhões. A Controladoria-Geral da União (CGU) também apontou inconsistências no balanço de 2023, sugerindo que o déficit real era maior do que o divulgado, devido à exclusão indevida de uma estimativa de despesa com ações judiciais.