Enchente na fronteira Nepal-Tibete deixa ao menos 9 mortos e 384 desaparecidos
Uma inundação repentina na região de Rasuwa causou mortes e centenas de desaparecidos, incluindo 291 estrangeiros, mobilizando equipes de resgate em ambos os lados da fronteira.
Pontos principais
- A enxurrada desceu o vale do rio Bhote Koshi na quarta-feira, 26 de agosto de 2026, atingindo o distrito de Rasuwa.
- Autoridades nepalesas confirmam ao menos nove mortos, enquanto o número de desaparecidos chega a 384, sendo 291 estrangeiros.
- Um deslizamento soterrou o posto de fronteira de Gyirong, no Tibete, com relatos de baixas graves pela mídia estatal chinesa.
- A infraestrutura local, incluindo pontes, estradas e usinas hidrelétricas, foi severamente danificada pela força da água.
- O líder chinês Xi Jinping ordenou uma operação de busca e resgate em grande escala no lado tibetano.
- Equipes de resgate enfrentam dificuldades severas devido à lama e ao transbordamento do rio, que impedem o pouso de helicópteros.
- O Nepal mobilizou forças policiais e o Exército para auxiliar nas buscas e na evacuação de moradores das margens do rio.
- Autoridades investigam a possibilidade de a inundação ter sido causada pelo esvaziamento repentino de um lago glacial na região montanhosa.
- Entre os desaparecidos no posto de Gyirong, foram confirmados oito cidadãos sul-coreanos.
Uma enxurrada repentina desceu o vale do rio Bhote Koshi na manhã da última quarta-feira, 26 de agosto de 2026, varrendo vilarejos no distrito de Rasuwa, no Nepal, e áreas adjacentes no Tibete. O desastre causou uma crise humanitária na região fronteiriça, com governos locais contabilizando 384 pessoas desaparecidas, das quais 291 são estrangeiros que visitavam a área. O número de mortos confirmados permanece em nove, embora relatos de agências internacionais sugiram que o balanço final possa ser superior devido à dificuldade de acesso às zonas isoladas.
Do lado chinês, a situação é agravada por um deslizamento de terra que soterrou o posto de fronteira de Gyirong, administrado pela cidade de Shigatse. Imagens registradas no local mostram a lama engolindo o pátio e veículos do porto. Em resposta à gravidade do evento, o líder chinês Xi Jinping determinou a implementação de uma operação de busca e resgate em grande escala no Tibete para localizar sobreviventes e prestar assistência às vítimas.
As operações de socorro enfrentam obstáculos logísticos significativos. A lama acumulada e o nível elevado do rio Bhote Koshi impedem o pouso de helicópteros em diversos pontos críticos, forçando as equipes de resgate a buscarem rotas alternativas por terra. O governo do Nepal mobilizou contingentes da polícia e do Exército para coordenar as buscas e emitiu alertas para que moradores das margens do rio busquem terrenos elevados, temendo novas instabilidades no terreno.
Embora a causa exata da inundação ainda não tenha sido confirmada, autoridades nepalesas e chinesas investigam a possibilidade de um esvaziamento repentino de um lago glacial nas montanhas, fenômeno que explicaria o volume súbito de água. A infraestrutura da região, incluindo pontes, estradas e usinas hidrelétricas, sofreu danos extensos, deixando diversos povoados sem energia elétrica e sem meios de comunicação, o que dificulta ainda mais a coordenação das ações de emergência e a identificação precisa das vítimas.
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